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IPPA/CEPEA: IPPA/Cepea volta a avançar em maio

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Cepea, 23/06/2022 – Em maio, o IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) avançou 0,6%, em termos nominais, frente a abril. O resultado esteve atrelado ao aumento de 2,6% observado para o IPPA-Grãos, tendo em vista que os demais grupos registraram quedas, sendo de 0,4% para o IPPA-Cana-Café; de 1% para o IPPA-Pecuária; e de fortes 8,5% para o IPPA-Hortifrutícolas. No caso do IPPA-Grãos, a alta se deveu às valorizações do algodão em pluma, do trigo em grão e da soja. Inclusive, os preços médios mensais do algodão em pluma e do trigo em grão renovaram as máximas das respectivas séries históricas do Cepea, em termos nominais. No caso do trigo, a baixa oferta doméstica e a preocupação com a oferta internacional influenciaram a alta dos preços. Quanto à soja, a valorização do dólar frente ao Real estimulou os aumentos, tendo em vista que atraiu importadores ao Brasil. O movimento altista só não foi maior devido ao início da colheita 2021/22. O desempenho do IPPA-Pecuária foi conduzido pelas quedas dos preços nominais do boi gordo, dos ovos e do frango vivo. O aumento da oferta de boi gordo para abate – movimento típico neste período do ano, tendo em vista a deterioração das pastagens – explica a queda dos preços da arroba. No caso do frango vivo, a retração do Índice adveio da redução dos preços de negociação por vendedores frente ao desaquecimento da demanda por frango, haja vista a recente valorização da carne avícola e a deterioração do poder de compra da população. No caso do IPPA-Hortifrutícolas, a queda de preços nominais foi generalizada – com destaque para os recuos expressivos do tomate e da batata, pressionados pela intensificação das safras. E, finalmente, observou-se a recuo do preço nominal da cana-de-açúcar, que implicou o resultado do IPPA-Cana-Café. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, subiu 0,5% – logo, de abril para maio, os preços agropecuários avançaram frente aos industriais da economia. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Agricultores iniciam colheita de pluma de algodão em Mato Grosso

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Os agricultores começaram a colher algodão em pluma, uma das culturas cultivadas em Mato Grosso. Nesta safra, a área plantada aumentou para 1,18 milhão de hectares e, em 2021, foram plantados 960 mil hectares.

A produção deve ser de 278 arrobas de algodão em caroço por hectare, apenas um arroba a mais em relação à temporada do último ano.

No entanto, como a área é grande, o volume de algodão colhido deve crescer e ficar próximo de 5 milhões de toneladas, cerca de um milhão a mais que no ano passado.

Na primeira safra, plantada em dezembro, os resultados são bons, enquanto a segunda safra, plantada em janeiro logo após a colheita da soja, não teve o mesmo efeito. O algodão foi cultivado durante o que foi considerado uma boa estação, mas o clima não colaborou com os produtores.

Em uma fazenda em Novo São Joaquim, a 487 quilômetros de Cuiabá, o resultado foi diferente nesta temporada. Segundo o gerente local, Jackson Ferreira, o algodão colhido ocupa 3.000 hectares, 15% a mais que na safra passada.

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No início do ciclo, o clima afetou o crescimento da safra e a taxa média de produção foi de 5% em relação ao ano anterior.

“No ano passado choveu muito durante a janela de plantio e não executamos dentro do ideal. Já neste ano a chuva foi muito boa e conseguimos plantar dentro da janela. Durante o ciclo da cultura a chuva foi bem distribuída, mas a safrinha recebeu bem menos volume. Isso vai afetar um pouco na produtividade do algodão. Esperávamos colher 250 arrobas, mas vai chegar no máximo 230 arrobas”, disse Jackson.

Em uma fazenda em Campo Verde, a 139 quilômetros de Cuiabá, a colheita já começou. Segundo o agricultor Rodolfo Bertani Lopes da Costa, foram plantados mais de 1.500 hectares, sendo 580 em dezembro e o restante no mês seguinte.

“Esse ano choveu antes. Eu terminei o plantio do algodão safrinha em 20 de janeiro. Então foi dentro da janela e, com o preço do algodão, resolvemos aumentar as áreas de sarfinha. Só que tivemos um corte de chuva antecipado e isso ocasionou perda e a perspectiva de produção foi reduzida. A gente esperava produzir 120 arrobas de pluma e agora a produção vai ser por volta de 80 arrobas de pluma por hectare. Este ano estamos trabalhando com 40% de algodão safra e 60% de safrinha”, concluiu.

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Fonte: Agroplus.tv  

Fonte: AgroPlus

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