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TIC Domicílios 2021 mostra que 82% dos domicílios no Brasil têm acesso à internet

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A presença de conexão de internet nos domicílios no Brasil aumentou na comparação entre os dados coletados em 2021 e 2019 pela pesquisa TIC Domicílios, lançada na terça-feira (21/06) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Em números gerais, o número de domicílios com acesso à rede teve um aumento de nove pontos percentuais. No país, 82% das residências dispõem de conexão, o que representa um total de 59,4 milhões de domicílios. A variação foi maior no Centro-Oeste (13 pontos acima), Nordeste (12) e Sul (10).

Realizada anualmente desde 2005, a TIC Domicílios é conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) – do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) – e tem o objetivo de medir a posse, o uso, o acesso e os hábitos da população brasileira em relação às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Em 2021, a pesquisa retornou ao modelo de coleta integralmente presencial. Os dados foram coletados entre outubro de 2021 e março de 2022, e incluiu 23.950 domicílios e 21.011 indivíduos de 10 anos ou mais.

Entre os domicílios conectados, a presença de cabo (ou fibra óptica) como o principal tipo de conexão à rede ocorre em 61% deles (64% na área urbana e 39% na rural). Mas ela é menor nas regiões Norte (53%) e Nordeste (54%). Na região Norte também é maior o percentual de domicílios que têm as redes móveis como principal tipo de conexão (33%). Para transformar esta realidade, o Governo Federal, por meio do Ministério das Comunicações (MCom), está implantando ações do programa Norte Conectado.

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O objetivo é expandir a infraestrutura de comunicações em toda a Região Amazônica, por meio da instalação de um backbone em fibra óptica lançado no leito dos rios desde janeiro. O Norte Conectado prevê a integração de oito infovias com quase 12 mil quilômetros de extensão, passando pelos rios Amazonas, Negro, Solimões, Madeira, Purus, Juruá e Rio Branco. Os cabos de fibra óptica, quando ativados, levarão conexão a 58 cidades da região Norte e beneficiarão aproximadamente 10 milhões de brasileiros.

INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL

Também as habitações em áreas rurais brasileiras estão mais conectadas à internet. Entre 2019 e 2021 houve um acréscimo de 20 pontos percentuais na proporção de domicílios com acesso à rede nessas regiões, passando de 51% para 71%. De acordo com a TIC Domicílios 2021, agora são 6,7 milhões de habitações rurais com conexão. A proporção de indivíduos utilizando a internet nas áreas rurais cresceu em comparação ao período que antecedeu a crise sanitária da COVID-19, passando de 53% dos usuários (com 10 anos ou mais) em 2019 para 73% em 2021. Em todo o território nacional, a pesquisa apontou que 81% da população (com 10 anos ou mais) usou a internet nos últimos três meses, o que corresponde a 148 milhões de indivíduos.

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Atento à tendência, o Governo Federal, por meio do MCom, tem empenhado esforços, desde sua recriação em 2020, na interiorização da política de inclusão digital, em particular com o programa Wi-Fi Brasil, prioritariamente direcionado para localidades em estado de vulnerabilidade social. Dos mais de 17 mil pontos instalados pelo programa, 13,3 mil estão em áreas rurais, nos mais de 3,1 mil municípios atendidos. Nos próximos meses e anos, os indicadores de expansão do acesso e uso de internet também devem ser afetados, positivamente, pelos compromissos de investimento do Edital 5G – tanto com a implantação das redes 5G quanto com a ampliação da prestação de serviço 4G.

TELEVISÃO PARA ACESSAR A REDE 

Em 2021, os aparelhos de TV superaram os computadores, se consolidando como o segundo dispositivo mais utilizado para acessar à rede – passando de 37% dos usuários, em 2019, para 50%, em 2021. Ao todo, 74 milhões de indivíduos acessaram a internet usando a televisão, um acréscimo de 25 milhões de usuários no período.

Com informações do Ministério das Comunicações.

Fonte: Brasil.gov

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Auxílio Brasil de no mínimo R$ 400 reduz a pobreza e injeta recursos na economia dos municípios

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Desde a entrada em vigor, em novembro de 2021, o Auxílio Brasil vem contribuindo de forma decisiva para o combate à fome e à pobreza no país, além de participar do processo de recuperação da economia dos municípios diante do cenário da crise sanitária da COVID-19. Essas são algumas das conclusões de estudos divulgados nesta semana pelo Governo Federal, por meio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A publicação do IPEA, intitulada “O efeito da covid-19 sobre os indicadores de pobreza brasileiros e as políticas de mitigação: uma discussão inicial”, aponta que previsões pessimistas feitas em 2020, de aumento de até 7% da taxa de pobreza no país por conta da crise sanitária, foram revertidas pelos programas sociais do Governo Federal.

Estudo dos pesquisadores Andy Sumner, Eduardo Ortiz-Juarez e Chris Hoy, da Universidade das Nações Unidas, chegou a projetar que o Brasil seria responsável por 30% dos novos pobres na América Latina, pois a taxa de pobreza no país aumentaria em quase 7 pontos percentuais. Ou seja, mais de 14 milhões de brasileiros passariam a viver abaixo da linha de pobreza.

A pesquisa do IPEA mostra como mecanismos criados pelo Governo Federal, entre eles o Auxílio Emergencial, em 2020, e o Auxílio Brasil, no fim de 2021, protegeram o Brasil num cenário de aumento de 16% da pobreza mundial.

O estudo assinado pelo presidente do IPEA, Erik Alencar de Figueiredo, avalia que, ao incluir 3,5 milhões de famílias, em janeiro e fevereiro de 2022, o Governo Federal conseguiu absorver o contingente de 1 milhão de famílias atingidas pelo choque da crise sanitária da COVID-19.

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Ao discutir as possíveis políticas públicas de combate à pobreza, o documento do IPEA novamente trata do Auxílio Brasil: “Uma boa estratégia para a superação efetiva da pobreza deve repensar o desenho do programa social considerando a interação do programa com o mercado de trabalho e com os sistemas educacional e de saúde”.

É justamente o conceito implementado pelo Auxílio Brasil, que oferece ferramentas de emancipação socioeconômica por meio de benefícios complementares, como os Auxílios Inclusão Produtiva Rural e Inclusão Produtiva Urbana, a Bolsa Iniciação Científica Júnior e o Auxílio Esporte Escolar.

PIB das cidades

O impacto econômico do Auxílio Brasil é destacado em estudo feito pelo economista Ecio Costa, professor titular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com a P3 Inteligência. A partir de dados do Ministério da Cidadania e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Costa concluiu que o programa permanente de transferência de renda do Governo Federal provoca um incremento de pelo menos 10% na economia local em 648 cidades – 11,6% do total dos municípios brasileiros.

A injeção de recursos que faz girar a economia é mais visível na Região Nordeste. Bahia (146), Piauí (124) e Maranhão (116) são os estados com maior número de cidades em que os valores pagos pelo Auxílio Brasil, entre janeiro e maio deste ano, representam 10% ou mais do Produto Interno Bruto (PIB) municipal. Em 15 das 27 Unidades da Federação, o programa alavancou o PIB estadual de forma consistente.

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O investimento do Governo Federal em junho supera R$ 7,6 bilhões. O tíquete médio recebido pelas famílias é de R$ 402, mais do que o dobro quando comparado ao programa social anterior. Os recursos previstos para o pagamento do Auxílio Brasil em 2022 triplicaram o orçamento do ano passado, atingindo cerca de R$ 90 bilhões.

Auxílio Emergencial

O reconhecimento de que o Brasil atuou com eficiência na mitigação dos efeitos socioeconômicos da crise sanitária da COVID-19 já havia sido registrado nos últimos dois anos por diversos organismos internacionais. A agilidade na implementação do Auxílio Emergencial foi elogiada, por exemplo, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em relatório divulgado em dezembro de 2021, o FMI destacou que o Governo Federal respondeu rapidamente à crise e que até 23 milhões de cidadãos deixaram de entrar na extrema pobreza no auge da crise sanitária da COVID-19. Sem o Auxílio Emergencial, o percentual teria aumentado de 6,7% para 14,6%.

O Fórum Ministerial para o Desenvolvimento da América Latina e Caribe considerou o modelo brasileiro como referência inovadora de ações no combate à crise humanitária. E o Banco Mundial definiu o Auxílio Emergencial como um dos melhores e mais efetivos programas de transferência de renda à população.

Pesquisas de organismos nacionais também ressaltaram o papel fundamental do Auxílio Emergencial no período da crise sanitária da COVID-19. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, a iniciativa do Governo Federal, aliada aos programas sociais já existentes, ajudou a reduzir em 80% a extrema pobreza no Brasil.

Com informações do Ministério da Cidadania.

Fonte: Brasil.gov

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