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Bolsonaro sobre passeio de lancha: “Querem que eu use pneu de caminhão?”

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Bolsonaro anda de jet ski no lado Paranoá, em Brasília
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Bolsonaro anda de jet ski no lado Paranoá, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro conversou com apoiadores no Palácio do Alvorada nesta sexta-feira (26) e se defendeu do que chamou de “maldade da imprensa” em relação aos gastos com o cartão corporativo. Só em 2021 já foram gastos 15,2 milhões de reais, de acordo com o Portal da Transparência. Em 2018 o montante acumulado era R$ 8,9 milhões em 11 meses, representando crescimento de 70%. 

Segundo o presidente, as despesas se referem a segurança, alimentação dos animais e salário dos servidores do Palácio.

“Ganho 25 mil reais, é muito, é pouco, não sei”, disse. “Tem umas 50 emas aqui quer que eu pague do meu salário a ração delas? Tem um lago com peixe que eu nunca comi, tem coisa que eu nem tomo conhecimento aqui. Deve ter uns 150 trabalhadores aqui na casa, querem que eu pague do meu salário eu pago”, queixou-se. 

Bolsonaro se defendeu e disse que cortou despesas inerentes ao cargo e que em momentos de folga “faz o que pode”. “Ah andou de lancha. Quer que eu ande com toco de bananeira? Pneu de caminhão? Já fiz muito”, disse.

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“Diminuí muito a despesa, desliguei o aquecedor da piscina olímpica”, defendeu-se Bolsonaro. A piscina, no entanto, é mantida por energia solar desde 2002. 

As despesas, no entanto, estão em sigilo. O cartão de pagamentos do governo federal tem o objetivo de custear despesas relacionadas ao exercício do cargo. O seu uso é sujeito a fiscalização e controle social e a regras baseadas em princípios como legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência, isonomia e da aquisição mais vantajosa.

Sob a gestão Bolsonaro, de janeiro a outubro deste ano, 99,2% dos gastos da Presidência estão nessa condição – o percentual é o maior registrado desde 2015.Veja os percentuais dos gastos em sigilo da Presidência ano a ano:

  • 2015: 98,4% (11,8 milhões de reais)
  • 2016: 98,7% (11,5 milhões de reais)
  • 2017: 98% (8,3 milhões de reais)
  • 2018: 97,9% (8,8 milhões de reais)
  • 2019: 98,2% (11,7 milhões de reais)
  • 2020: 98,6% (16 milhões de reais)
  • 2021: 99,2% (15,1 milhões de reais)
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Tesouro Direto atinge vendas de R$ 3,293 bilhões em dezembro

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As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,791 bilhão em dezembro do ano passado. Segundo dados do Tesouro Nacional divulgados hoje (25), as vendas de títulos atingiram R$ 3,293 bilhões, e os resgates totalizaram R$ 1,687 bilhão, sendo R$ 1,502 bilhão relativos a recompras.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic (Tesouro Selic), que corresponderam a 57,6% do total. Os títulos vinculados à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como o Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, tiveram participação de 32,2% nas vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 10,3%.

Em relação à rentabilidade acumulada, o destaque de dezembro foi para o título Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2031, com vencimento em 1° de janeiro de 2031, que registrou variação de 4,74%.

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 79,19 bilhões no fim de dezembro, um aumento de 3,4% em relação ao mês anterior de R$ 76,60 bilhões, e aumento de 26,3% sobre dezembro de 2020 (R$ 62,70 bilhões).

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 55,2%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 26,4%, e, por fim, os títulos prefixados, com 18,4%.

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Em relação à composição do estoque por prazo, o balanço mostra que 1% dos títulos vencem em até 1 ano. A maior parte, 64,8%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos, por sua vez, correspondem a 11,2% e aqueles com vencimento acima de 10 anos, a 23,0%.

Investidores

O balanço mostra ainda que em relação ao número de investidores, em dezembro, 881.029 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto. O número total de investidores cadastrados ao fim do mês atingiu 16.299.139, o que representa aumento de 77,2% nos últimos 12 meses.

O número de investidores ativos chegou a 1.814.127, uma variação de 25,7% nos últimos 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 78.761 novos investidores ativos.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu, em dezembro, a 588.989 operações de venda de títulos a investidores, o que correspondeu a 85,0% das vendas ocorridas no mês. O valor médio por operação, neste mês, foi de R$ 5.592,39.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 61,1% e aquelas com prazo de 5 a 10 anos, 29,3% do total. Os papéis de mais de 10 anos de prazo chegaram a 9,6% das vendas.

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O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Nacional na internet.

Fonte de recursos

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

Desde o dia 1º de janeiro, o investidor com recursos no Tesouro Direto paga menos para manter o dinheiro aplicado. A taxa de custódia dos títulos caiu de 0,25% para 0,20% do valor dos papéis.

Edição: Fernando Fraga

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