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Dólar cai para R$ 5,51 e acumula queda de 2,1% na semana

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O dólar caiu pelo quarto dia seguido em meio a um movimento de ajuste global da moeda. A bolsa de valores resistiu à volatilidade no exterior e voltou a subir, tendo o melhor desempenho semanal desde março de 2021.

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (14) vendido a R$ 5,513, com recuo de 0,29%. A cotação operou em alta na maior parte do dia, chegando a R$ 5,55 por volta das 11h30, mas inverteu o movimento e recuou perto do fim das negociações.

A divisa fechou a semana com queda de 2,12%. Em 2022, o recuo acumulado chega a 1,09%.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela trégua. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 106.928 pontos, com alta de 1,33%. O indicador chegou a operar em baixa durante a manhã, mas passou a subir até encerrar no melhor nível desde 17 de dezembro.

A bolsa resistiu à instabilidade nos mercados norte-americanos, onde as ações de empresas do setor financeiro caíram por causa da queda no lucro em alguns bancos que estão divulgando balanços. No Brasil, porém, prevaleceu a avaliação de que as ações no Ibovespa ficaram baratas demais após as recentes quedas, o que estimulou a compra de papéis por investidores.

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Quanto ao dólar, o mercado financeiro global passou a considerar que a expectativa de aumento dos juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), ainda neste semestre está precificada (incorporada) às previsões, retirando a pressão de alta da divisa. Essa tendência confirmou-se após a divulgação dos índices de inflação ao consumidor e ao produtor nos Estados Unidos em dezembro, que ficaram dentro das expectativas.

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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Relator do Orçamento diz que corte de verba do INSS impede zerar fila

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Hugo Leal
Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Hugo Leal

O presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou R$ 1,005 bilhão do Ministério do Trabalho previsto no Orçamento aprovado pelo Congresso, dos quais R$ 988 milhões seriam destinados ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) . Segundo o relator do texto, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), o veto inviabiliza a promessa do presidente do órgão, José Carlos Oliveira, de  zerar a fila até julho deste ano.

No fim do ano passado, cerca de 1,8 milhão de brasileiros estava com pedidos de aposentadorias, pensões e auxílios em análise. A falta de servidores públicos para analisar os processos e a paralisação parcial de perícias médicas provocadas pela pandemia são os principais fatores.

“Fiquei preocupado, porque me surpreendeu. Não imaginei que [Bolsonaro] fosse tirar mais de R$ 900 milhões do INSS. Estamos com carência de servidores até para organizar o sistema previdenciário. Poderia avançar bastante na perícia remota, que estamos instalando, e ele [Bolsonaro] me dá esse ‘furo’”, disse o relator-geral do Orçamento ao site Poder360.

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Segundo o parlamentar, o Congresso deve derrubar esse veto do presidente e reestabelecer o montante à Previdência. 

A verba seria usado na administração, gestão e processamento de dados, ajudando a diminuir a fila da qual cerca de 500 mil pedidos dizem respeito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) a pessoas com deficiência.

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Leal lembrou na entrevista que o Congresso reservou R$ 37 bilhões para reajustes em benefícios do INSS, dinheiro que também serviria para expandir o número de beneficiários. 

“Quero acabar com a fila. Quero dar condições para que não falem que não puderam fazer isso porque não tinha recurso. Para não chegar e falar ‘não consegui reabrir a agência [do INSS] porque estou com problema de orçamento’”, disse.

Especialistas dizem que o veto de R$ 3,1 bilhões em despesas de diversas áreas pode abrir espaço para o reajuste de servidores federais, já que Bolsonaro manteve R$ 1,7 bilhão reservado para este vim.

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O presidente também não mexeu no fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões, nem naos R$ 16,5 bilhões das emendas do relator, criticadas pela falta de transparência. 


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