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Exército aluga material hospitalar pelo dobro do valor que gastaria com a compra

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Exército aluga mobiliários e equipamentos hospitalares pelo dobro do valor que gastaria com a compra deles
Reprodução: ACidade ON

Exército aluga mobiliários e equipamentos hospitalares pelo dobro do valor que gastaria com a compra deles

O Exército brasileiro alugou cerca de 5 mil itens como armários, mesas, colchões, geladeiras, tomadas, lâmpadas e computadores pelo dobro do valor que gastaria para comprá-los. Tratavam-se de mobiliários e equipamentos para o hospital de campanha de Boa Vista, em Roraima, construído para atender pacientes durante a pandemia de Covid-19. A informação é de uma reportagem do site  The Intercept Brasil .

O negócio levantou suspeitas do Tribunal de Contas da União (TCU), que abriu um processo em setembro de 2020. Uma cópia do documento foi até mesmo enviada para a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, mas acabou passando despercebida em meio a todas as investigações de irregularidades diante da crise sanitária.

A compra foi firmada entre o 6º Batalhão de Engenharia de Construção (6º BEC) e a empresa Ágora Produções. Ela deveria fornecer os itens solicitados e realizar sua manutenção por seis meses. Após esse período, tudo seria doado definitivamente para o exército. O contrato foi assinado em agosto de 2020, com dispensa de licitação, graças à  Lei 14.035/20 , que facilitou processos de contratação durante a pandemia. O valor era de mais de R$ 3 milhões, mas, de acordo com o TCU, os mesmos produtos podiam ser comprados por cerca de R$ 1,6 milhão – 46% a menos.

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Os responsáveis pelo acordo foram o coronel Carlos Evando dos Santos e o tenente-coronel Júlio André Damasceno dos Santos. Na ocasião, Damasceno era o comandante do Destacamento de Engenharia da Operação Acolhida e assinou, em junho de 2020, o projeto básico que deu origem ao processo de contratação da Ágora. 

Já o então tenente-coronel Carlos Evando foi quem mandou pagar a despesa e assinou o contrato. Mesmo com o TCU investigando o caso, ele foi promovido a coronel pelo Exército e, desde janeiro, comanda o 6º BEC.

O caso ainda está em andamento pela instituição e terá como relator da matéria o ministro Jorge Oliveira, policial da reserva e aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Antes dele, a relatoria era da ministra Ana Arraes, hoje presidente do TCU. Em um relatório de setembro de 2020, acessado pelo The Intercept , ela já havia identificado “risco de irregularidades” no contrato.

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“Os valores de diversos itens do contrato, ao final dos seis meses, mostraram-se muito superiores aos valores de aquisição desses itens no mercado. A manutenção e eventual reposição de alguns itens durante o período de locação não justificariam pagar preços tão elevados”, afirmou a ministra.

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Somente com instalações de pontos de energia, a Ágora Produções receberia mais de R$ 500 mil. Entretanto, os equipamentos que constam no contrato não são comuns em instalações como tendas, que é o caso dos hospitais de campanha.

Em sua defesa, o agora coronel Carlos Evando informou que o contrato com a Ágora Produções foi rescindido em dezembro de 2020, dois meses antes do previsto, “devido ao encerramento das atividades da Área de Proteção e Cuidados”, espaço onde foi montado o hospital de campanha. Com isso, em vez dos R$ 3 milhões que pagaria caso o contrato fosse executado conforme o previsto, o Exército pagou à Ágora quase R$ 1,5 milhão. A rescisão se deu logo após o TCU identificar Carlos Evando e Damasceno como os principais responsáveis pelo negócio suspeito. 

Já a Ágora alegou que era a “única empresa apta, financeiramente e comercialmente, a fornecer os mobiliários em um prazo tão exíguo e em local tão remoto”. Por isso, mesmo admitindo que os preços eram “manifestadamente superiores aos praticados no mercado”, disse que a proposta apresentada era vantajosa “dado ao atendimento imediato”.

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Com o aumento da conta de luz, vale investir em energia solar? Veja quanto custa

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A tarifa cobrada pela conta de energia não para de subir. Devido a crise hídrica enfrentada no Brasil, bandeiras vermelhas de diversos níveis já foram implementadas.

Dessa forma, sem muita alternativa, os brasileiros tiveram que inventar diversas maneiras para economizar energia e salvar algum dinheiro no final do mês. Além disso, há riscos de racionamento e apagões caso a situação hídrica não melhore.

Entretanto, o mesmo causador da crise, também é aquele que pode resolvê-la, Como assim? A resposta está no clima. A geração de energia solar, por exemplo, é um ótimo investimento para o futuro.

Portanto, veja como funciona a energia solar e como investir nesse tipo de geração:

Energia solar a domicílio não é novidade

Em diversas cidades do país, essa prática já existe e é incentivada pela gestão política local. Os painéis solares são instalados nos conjuntos habitacionais e servem para atividades domésticas do cotidiano. A princípio, coisas como esquentar a água do chuveiro na hora do banho, um dos grandes vilões do consumo, utilizam esse sistema.

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Dessa forma, de acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável , a capacidade instalada de fontes de energia renovável, especialmente a energia solar, aumentou em 240% nos últimos cinco anos.

“Tivemos um salto bastante importante nesse setor nos últimos anos, e acredito que o crescimento vai continuar. As pessoas começaram a entender que produzir energia em casa pode ser caro em um primeiro momento, mas valioso a longo prazo”, afirma Francis Polo, engenheiro elétrico e CEO da Polo Engenharia.

Custo inicial é o principal obstáculo

Está mais do que comprovado que investir em energias renováveis, assim como em tecnologias para promover a sustentabilidade, é sinônimo de futuro. Isso porque, cada vez mais, as grandes potências mundiais estão preocupadas em reduzir a poluição e as emissões de carbono.

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Entretanto, por ser algo relativamente caro, investir em energia solar e nos custos de instalação é o principal obstáculo. Portanto, este pode ser considerado o único ponto negativo desse tipo de investimento.

Dessa forma, dependendo da capacidade de energia, um painel para captação solar pode custar até R$ 1 mil. Por outro lado, vale lembrar que apenas um painel não adianta muito. Além disso, é preciso de uma série de equipamentos e fiações específicas para o uso da energia captada.

Em suma, um projeto para uma residência pode custar em média R$ 20 mil para a instalação. Todavia, o valor pode variar de acordo com o tamanho da casa e o consumo de energia da família. Mesmo assim, essa quantia se auto paga em cinco anos, de acordo com especialistas.

Depois da instalação, como fica a conta de luz?

Vale lembrar que, mesmo com geração de energia solar, uma residência continua pagando pelo menos o mínimo da conta de luz. Entretanto, as concessionárias estimam que a redução no pagamento de quem gera energia em casa possa chegar a 95%.

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