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Produção de Aço bruto cai 1,5% em 4 meses

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Produção de Aço bruto cai 1,5% em 4 meses
Ivonete Dainese

Produção de Aço bruto cai 1,5% em 4 meses

Levantamento da Aço Brasil apontou que a produção de aço bruto foi de 11,6 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a abril de 2022, o que representa uma queda de 1,5% frente ao mesmo período do ano anterior.

A produção de laminados no mesmo período foi de 8,1 milhões de toneladas, redução de 5,9% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2021. A produção de semiacabados para vendas totalizou 2,9 milhões de toneladas de janeiro a abril de 2022, um acréscimo de 15,6% na mesma base de comparação¹.

As vendas internas foram de 6,6 milhões de toneladas de janeiro a abril de 2022, o que representa uma retração de 15,0% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior.

“O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 7,7 milhões de toneladas no acumulado até abril de 2022. Este resultado representa uma queda de 14,2% frente ao registrado no mesmo período de 2021”, destacou a Aço Brasil.

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As importações alcançaram 1,1 milhão toneladas no acumulado até abril de 2022, uma redução de 25,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 1,5 bilhão e avançaram 17,7% no mesmo período de comparação.

As exportações de janeiro a abril de 2022 atingiram 4,7 milhões de toneladas, ou US$ 3,8 bilhões. Esses valores representam, respectivamente, aumento de 32,7% e 58,3% na comparação com o mesmo período de 2021.

Dados de abril de 2022

Em abril de 2022 a produção brasileira de aço bruto foi de 2,9 milhões de toneladas, uma queda de 3,8% frente ao apurado no mesmo mês de 2021. Já a produção de laminados foi de 2,0 milhões de toneladas, 9,6% inferior à registrada em abril de 2021. A produção de semiacabados para vendas foi de 822 mil toneladas, um aumento de 28,4% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2021.

As vendas internas recuaram 8,6% frente ao apurado em abril de 2021 e atingiram 1,8 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2,0 milhões de toneladas, 10,4% inferior ao apurado no mesmo período de 2021.

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As exportações de abril foram de 1,2 milhão de toneladas, ou US$ 948 milhões, o que resultou em aumento de 43,0% e 44,5%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2021.

As importações de abril de 2022 foram de 223 mil toneladas e US$ 351 milhões, uma queda de 37,4% em quantum e aumento de 2,3% em valor na comparação com o registrado em abril de 2021.

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Empresas reduzem embalagens e qualidade para repassar inflação

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Chiclets vinha em caixa de papelão
Reprodução Twitter

Chiclets vinha em caixa de papelão

Cada vez mais empresas estão recorrendo à  redução do tamanho das embalagens e à mudança na composição dos produtos para repassar o aumento de custos ao consumidor final, observa o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Segundo a coordenadora do Programa de Serviços Financeiros da organização não governamental, Ione Amorim, no passado casos do tipo já eram registrados, no entanto, a alta da inflação no Brasil nos últimos dois anos têm levado a cada vez mais empresas, de diversos setores, a adotar esse tipo de prática. “Hoje, a forma como isso vem sendo feita ganhou uma dimensão muito maior”, enfatizou.

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulava, em maio, taxa de 11,73% em 12 meses . De maio de 2020 a maio deste ano, a inflação medida pelo índice chega a 20,27%.

Reduflação

O amplo uso da redução de embalagens e diminuição das quantidades normalmente vendidas levou ao uso do termo reduflação para se referir à prática. A quantidade ou qualidade de produto é menor, mas o preço não é reduzido ou não é reduzido na mesma proporção da diminuição da embalagem. Assim, a empresa tenta evitar o desgaste do aumento direto de preços.

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Ione lembra que uma portaria da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor regulamenta alterações no tamanho e quantidade de produtos vendidos nas embalagens, definindo que as mudanças devem ser informadas em destaque nos rótulos por 180 dias.

Porém, segundo a economista, as empresas têm usado estratégias que apostam na desatenção do consumidor. “Para driblar o cumprimento dessa portaria, as empresas estão lançando embalagens paralelas”, denuncia.

Ou seja, o mesmo produto é vendido em duas embalagens muito parecidas, mas, em uma delas, com menos quantidade do que o original. “Embalagens de azeite que, tradicionalmente, são engarrafados em vidros de 500 ml [mililitros], hoje você já vê alguns de 400 ml. Então, tem que ficar atento na hora de pegar a embalagem, porque elas são muito parecidas”, alerta.

Para ajudar os consumidores a compararem os preços, a economista recomenda consultar o preço por unidade de medida: litro, quilo ou metro. “O Código de Defesa do Consumidor, no artigo 6º, exige que o preço por unidade de medida quilo, litro ou metro seja colocado nas prateleiras para que o consumidor consiga fazer a relação entre as diversas embalagens do produto que é oferecida”, explica.

Ione alerta que há empresas que estão mudando a composição dos produtos. De acordo com a economista, a medida vem sendo adotada por diversos fabricantes que reduzem o percentual de matérias-primas, trocando por compostos ultraprocessados. Segundo Ione, alterações do tipo já foram feitas por marcas de suco, que deixam de ter o percentual mínimo de fruta para virar néctar, chocolate, que reduzem a quantidade necessária de cacau, e de leite condensado, que deixam de ter leite na composição. “Esse produto, além de ter alteração na sua composição, também passa por essa redução de custo, porque o produto foi piorado e manteve o preço”, destaca a economista.

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