CUIABÁ

GERAL

Após fechamento da ala pediátrica, Júlio Müller prevê seletivo em caráter de urgência

Publicado em

GERAL

Olhardireto

Por falta de funcionários, o Pronto Atendimento da Pediatria do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT/Ebserh), em Cuiabá, chegou a ser fechado, mas foi reaberto, pois ficou definido, em reunião na segunda-feira (9), a realização de um processo seletivo, em caráter de urgência, para a regularização da escala médica.

 

Conforme a direção do HUJM, em Mato Grosso existe um verdadeiro estrangulamento na rede assistencial de alto risco, com falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para neonatos, além de leitos de pediatria. O HUJM é retaguarda atual para os neonatos de alto risco com dez leitos na UTI Neonatal e 15 leitos pediátricos, além dos ambulatórios de pediatria geral e de especialidades pediátricas.

Em 2019, a Empresa de Serviços Hospitalares (Ebserh) publicou edital para concurso público para preenchimento de vagas oriundas de aposentadorias e exonerações em diversas áreas do HUJM nos últimos anos.

Assim, o concurso se deu em fevereiro e as contratações estão previstas para o meio do ano. Enquanto não houver o preenchimento das vagas, o HUJM disse que conta com a colaboração de todas as unidades envolvidas para que os serviços sejam ofertados de acordo com a contratualização com o SUS.

Leia Também:  Secretário propõe aumentar diárias de servidores do Estado

Desta forma, foi feita uma reunião com toda a equipe de pediatras, neonatologistas, Departamento de Pediatria, Diretoria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), representante dos médicos e Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) para que fosse ajustado as escalas para que nenhum serviço fique descoberto.

Houve um desconforto da equipe devido aos remanejamentos que foram necessários para a cobertura das escalas de serviço. Durante a reunião ficou definido a realização de um processo seletivo, em caráter de urgência, para a regularização da escala médica.

Além disso, ficaram firmadas as condições para pagamento de médicos quem trabalham em Regime Jurídico Único e docentes que não tenham dedicação exclusiva. Outra conquista oriunda da reunião é o pagamento de hora extra aos profissionais do setor citado.

Participaram das negociações a diretora-superintendente do HUJM, Dra. Elisabeth Aparecida Furtado de Mendonça; a diretora da Faculdade de Medicina da UFMT, Dra. Bianca Borsatto Galera; o chefe de departamento de medicina do HUJM, Dr. Antônio Amorim; a chefe da Divisão Médica, Dra. Michele Andraus; a chefe da Unidade de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente, Sandra Breder Assis; as representantes do setor de pediatria, Dra. Ana Paula Barros Nince Kanashiro e Dra. Sileyde Cristiane Bernardino Matos Povoas Juca; as representantes da UTI Neonatal, Dra Drª. Maria de Fátima de Carvalho Ferreira e Dra. Patrícia; e a conselheira do CRM-MT, Dra. Lúcia Helena Barboza Sampaio.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

SERVIDORES DO ESTADO, SEM REPOSIÇÃO DA INFLAÇÃO, NÃO HÁ EM AUMENTO REAL

Publicados

em

Wagner

Afrase título desse artigo, reflete uma lógica simples e auto inteligivel, porém, nos dias atuais, até as coisas mais básicas precisam ser re-ditas e re-frisadas, para a compreensão de todos, inclusive dos líderes sindicais de algumas categorias de servidores do estado.

Desde 2004, quando se aprovou a Lei 8.278/04, pela qual se estabeleceu a “política de revisão geral anual da remuneração e do subsídio para os servidores públicos do Poder Executivo Estadual”, temos, ano a ano, minimizado o impacto da inflação, com a RGA (recomposição geral anual) sendo paga calculada pelo INPC, índice nacional de preços ao consumidor medido pelo IBGE, não sem muita articulação, cobranças e, quando não, mobilizações e até greves, como a histórica greve geral de 2016.

Porém, um fato novo aconteceu que hoje causa uma insegurança financeira que se extende a todas as categorias do poder executivo. Todas, sem excessão!. Articulado à época pelo governador Taques, a PGR, de onde era oriundo antes de ser político, ingressou com a ADI 5.584 MT, contra a Lei 8278/04, alegando que não se podia vincular reposição salarial a índice definido por órgão federal, ignorando que a própria lei definia outros critérios para garantir a reposição inflacionria dos servidores, tal como incremento de receita etc.

Sem espanto algum, a PGE que deveria defender o interesse público e não do governo de ocasião, não defendeu o direito dos servidores e sim, que a lei deveria ser declarada inconstitucional. O que de fato aconteceu no final do ano de 2021 pelo plenário do STF, que por preguiça ou descaso, ignorou os argumentos de que o INPC não era o único fator determinante ou não do pagamento da RGA.

Leia Também:  Procon flagra aumentos abusivos do etanol em MT

Ou seja, a partir dessa decisão, não há uma política anual de revisão da inflação para os servidores do poder executivo. Todas as categorias, desde as forças de segurança até o todo “diferentão” grupo TAF, têm essa missão com suas categorias, ou seja, criar uma nova política de reposição da inflação para não terem os salários acahatados por ela, em poucos anos de calote, como exemplo, o que estamos sofrendo desde 2018!.

Não é segredo que há algumas categorias atravessando o “samba enredo”, e, ao contrário de buscarem a reposição da inflação dos anos de 2017/18 (resíduo de 4.19% da lei 10.572/17), 2018/19 (3.43%), 2019/2020 (4.48%), 2020/2021 (5.47%) e 2021/2022 (10.06%, do qual foi pago apenas 7%, restando ainda 3%), que são dores coletivas, ou seja, de todas as categorias, estão referindo o vôo solo, buscando “aumento real” em suas tabelas.

Mas o que vejo é que estão vendendo ilusão, pois não há aumento real, se há um passivo trabalhista de mais de 20% de reposição da inflação não pagas dos anos anteriores. A meu ver, essas categorias deveriam estar se somando a luta do coletivo de sindicas, e não se apartando da luta coletiva em busca da simpatia do governo para conseguir melhorias apenas para seu nicho de servidores, enquanto o coletivo luta por uma política de reposição da inflação e pelas perdas que acumulams desde 2018.

Leia Também:  Cuiabá paga salários aos servidores na quinta-feira e injeta R$ 64 milhões na economia

Qualquer carreira que consiga 10 ou 15% de “aumento”, na prática está perdendo outros 10% por que não tiveram a reposição da inflação desses anos todos. A luta neste momento é coletiva, e deixar que uns lutem enquanto outros sentam na sombra a epera do resultado da luta coletiva, a meu ver, é um ato de falta de leitura macro da atual situação dos servidores, quase um ato de covardia.

É bom que todas categorias entendam, não há aumento real sem a reposição da inflação dos períodos de 2018 até os dias atuais, e mormente sem uma nova politica de reposição da inflação que garanta reduzir os impactos do aumento de preços nos salários de todos os servidores.

Antônio Wagner Oliveira, Secretário Geral do SINPAIG MT, Vice Presidente da CSB MT, Secretário Nacional do Serviço Público Estadual da CSB.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA