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UPA de Chapada dos Guimarães é inaugurada

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O deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, participou, no dia 7, da entrega da Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas (UPA) Frei Osvaldo, em Chapada dos Guimarães. A unidade, localizada no bairro São Sebastião, tem capacidade para atender toda a população, com consultas e atendimento de emergência.

O deputado Nininho ressaltou a importância da unidade de saúde para o município. “Quando a vereadora Michele me procurou falando da necessidade de uma emenda parlamentar para ajudar com os equipamentos hospitalares atendemos com a maior satisfação, porque a carência da população por atendimentos básicos como exames de raio-X e aparelho de ultrassom era algo que não fazia sentido, conseguimos destinar um recurso de R$ 200 mil, estamos muito felizes por fazer parte deste projeto”, declarou o parlamentar.

Nininho agradeceu ainda a presença do secretário de estado de Saúde. “Dr. Gilberto está empenhado pela saúde do nosso estado, tenho certeza que outros municípios serão contemplados com obras como esta”. O parlamentar ainda destacou a parceria com o deputado federal Neri Geller. “Neri tem sido muito atencioso com nossas demandas, aqui para a UPA ele destinou uma emenda no valor de R$ 280 mil para o custeio e está empenhado em outras ações, como é o caso de um recurso na ordem de R$ 1 milhão para a agricultura familiar com a construção de uma feira”, destacou.

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Para a vereadora Michele, um sonho foi realizado. “Hoje eu não consigo expressar a minha alegria com a entrega desta unidade de saúde. O deputado Nininho e o deputado Neri nos ajudaram muito, agora as mãezinhas podem acompanhar a gestação sem ter que sair da cidade, isso nos deixa até emocionados”, disse Michele.

A solenidade de inauguração contou também com as presenças do secretário de estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, dos deputados estaduais Carlos Avalone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Wilson Santos (PSDB); o deputado federal, Neri Geller (PP); a prefeita Thelma de Oliveira (PSDB); vereadores, secretários municipais e população.

Fonte: ALMT

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SERVIDORES DO ESTADO, SEM REPOSIÇÃO DA INFLAÇÃO, NÃO HÁ EM AUMENTO REAL

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Wagner

Afrase título desse artigo, reflete uma lógica simples e auto inteligivel, porém, nos dias atuais, até as coisas mais básicas precisam ser re-ditas e re-frisadas, para a compreensão de todos, inclusive dos líderes sindicais de algumas categorias de servidores do estado.

Desde 2004, quando se aprovou a Lei 8.278/04, pela qual se estabeleceu a “política de revisão geral anual da remuneração e do subsídio para os servidores públicos do Poder Executivo Estadual”, temos, ano a ano, minimizado o impacto da inflação, com a RGA (recomposição geral anual) sendo paga calculada pelo INPC, índice nacional de preços ao consumidor medido pelo IBGE, não sem muita articulação, cobranças e, quando não, mobilizações e até greves, como a histórica greve geral de 2016.

Porém, um fato novo aconteceu que hoje causa uma insegurança financeira que se extende a todas as categorias do poder executivo. Todas, sem excessão!. Articulado à época pelo governador Taques, a PGR, de onde era oriundo antes de ser político, ingressou com a ADI 5.584 MT, contra a Lei 8278/04, alegando que não se podia vincular reposição salarial a índice definido por órgão federal, ignorando que a própria lei definia outros critérios para garantir a reposição inflacionria dos servidores, tal como incremento de receita etc.

Sem espanto algum, a PGE que deveria defender o interesse público e não do governo de ocasião, não defendeu o direito dos servidores e sim, que a lei deveria ser declarada inconstitucional. O que de fato aconteceu no final do ano de 2021 pelo plenário do STF, que por preguiça ou descaso, ignorou os argumentos de que o INPC não era o único fator determinante ou não do pagamento da RGA.

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Ou seja, a partir dessa decisão, não há uma política anual de revisão da inflação para os servidores do poder executivo. Todas as categorias, desde as forças de segurança até o todo “diferentão” grupo TAF, têm essa missão com suas categorias, ou seja, criar uma nova política de reposição da inflação para não terem os salários acahatados por ela, em poucos anos de calote, como exemplo, o que estamos sofrendo desde 2018!.

Não é segredo que há algumas categorias atravessando o “samba enredo”, e, ao contrário de buscarem a reposição da inflação dos anos de 2017/18 (resíduo de 4.19% da lei 10.572/17), 2018/19 (3.43%), 2019/2020 (4.48%), 2020/2021 (5.47%) e 2021/2022 (10.06%, do qual foi pago apenas 7%, restando ainda 3%), que são dores coletivas, ou seja, de todas as categorias, estão referindo o vôo solo, buscando “aumento real” em suas tabelas.

Mas o que vejo é que estão vendendo ilusão, pois não há aumento real, se há um passivo trabalhista de mais de 20% de reposição da inflação não pagas dos anos anteriores. A meu ver, essas categorias deveriam estar se somando a luta do coletivo de sindicas, e não se apartando da luta coletiva em busca da simpatia do governo para conseguir melhorias apenas para seu nicho de servidores, enquanto o coletivo luta por uma política de reposição da inflação e pelas perdas que acumulams desde 2018.

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Qualquer carreira que consiga 10 ou 15% de “aumento”, na prática está perdendo outros 10% por que não tiveram a reposição da inflação desses anos todos. A luta neste momento é coletiva, e deixar que uns lutem enquanto outros sentam na sombra a epera do resultado da luta coletiva, a meu ver, é um ato de falta de leitura macro da atual situação dos servidores, quase um ato de covardia.

É bom que todas categorias entendam, não há aumento real sem a reposição da inflação dos períodos de 2018 até os dias atuais, e mormente sem uma nova politica de reposição da inflação que garanta reduzir os impactos do aumento de preços nos salários de todos os servidores.

Antônio Wagner Oliveira, Secretário Geral do SINPAIG MT, Vice Presidente da CSB MT, Secretário Nacional do Serviço Público Estadual da CSB.

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