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Cirurgião responde dúvidas frequentes sobre amamentação e silicone

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O silicone pode interferir no processo de amamentação?
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O silicone pode interferir no processo de amamentação?

Apesar de ser um dos procedimentos estéticos mais buscados no Brasil e no mundo, o silicone é repleto de dúvidas; especialmente para mulheres gestantes ou que estão no puérpereo. Entre as dúvidas mais frequentes estão relacionadas ao impacto da amamentação no silicone, se o material interfere no leite materno ou se é possível colocar silicone nesse período.

O cirurgião plástico Hugo Sabath, responsável pela Clínica Sabath, respondeu algumas das principais dúvidas quando o assunto é o silicone e a amamentação.

Quem tem silicone não pode amamentar?

Na maioria dos casos, o silicone não causa problema e nem impede a amamentação porque não costuma alterar a estrutura da mama, apenas o tamanho e o formato. Isso, no entanto, se a prótese foi colocada pela base da mama ou pela axila.

“Se ela for colocada pelas aréolas, os ductos mamários [canais que levam o leite das glândulas até o mamilo] podem ser atingidos. A cicatriz formada ao longo do trajeto para colocação da prótese atravessa a glândula mamária, alterando a continuidade dos ductos. Isso quer dizer que não afeta a produção de leite, mas a passagem dele das glândulas para o mamilo”, esclarece o médico.

O silicone “contamina” o leite materno?

Esse é um dos mitos que mais preocupa as futuras mamães. Afinal, elas querem proporcionar o melhor alimento e o mais saudável para os bebês. Porém, esse é um mito sem fundamento. Em primeiro lugar, porque o silicone não “contamina” nenhum tecido do organismo e nem o leite produzido.

De acordo com o cirurgião, o silicone usado nos implantes mamários é completamente diferente do silicone industrial. Ele é feito com um elastômero altamente tecnológico, biocompatível e que não libera resíduos para o organismo. Portanto, esse risco não existe.

Além disso, o silicone é colocado por trás da glândula mamária. Em outros casos, ele fica até mesmo atrás do músculo. Assim, tanto no processo de produção do leite quanto no caminho que ele faz para chegar ao mamilo, onde o bebê mama, não existe nenhum contato com a prótese.

 O silicone corta os ductos que levam o leite até o mamilo?

O procedimento para colocar silicone só corta os ductos mamários quando a prótese é colocada por meio da aréola. Ou seja, o médico faz a incisão em volta da aréola e abre espaço para que a prótese possa ser colocada atrás da glândula mamária, com uma técnica chamada de incisão periareolar. Nesse processo, alguns ductos são cortados. Porém, incisão é pouco utilizada. Especialmente quando a paciente é jovem e ainda tem muito tempo para ter filhos e amamentar, o médico prefere a incisão inframamária.

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Tipos de técnicas que não influenciam na amamentação 

Incisão inframamária

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O cirurgião plástico conta que a incisão inframamária é um corte realizado abaixo da mama, na prega inframamária. É a mais realizada e proporciona o máximo de acesso para a dissecção precisa e inserção de um implante mamário. Muitas vezes, é a técnica preferida para introdução de implantes de silicone em gel.

Outro benefício é o de que, nesta técnica, descola-se exatamente o espaço necessário para a colocação dos implantes mamários, não existindo o risco de as próteses poderem deslocar-se com a cicatrização ou com o tempo. “Essa técnica não altera a arquitetura funcional das mamas, não interferindo em uma futura amamentação.” ressalta.

Incisão axilar

A incisão axilar é uma técnica que coloca o implante de silicone através da região das axilas, abrindo um túnel de dissecção até a região das mamas e preparando espaço o suficiente para a colocação dos silicones. A vantagem da técnica é que ela permite a colocação de implantes sem cicatrizes visíveis nos seios.

Em contrapartida, um procedimento que precisa ser analisado com cuidado por quem tem vontade de amamentar é quando o silicone é associado à mastopexia (quando se retira o excesso de pele dos seios) ou à mamoplastia redutora (redução dos seios) porque eles alteram, sim, a estrutura da mama.

O silicone cai após a amamentação?

É bastante normal que a pele fique flácida após a amamentação. As glândulas que produzem leite armazenam uma relativa quantidade do líquido na mama, fazendo com que a pele estique. Ao final do processo, todo o líquido seca e os seios tendem a ficar menos firme.

Sabath diz que com o silicone não é diferente. Algumas técnicas de colocação, no entanto, podem amenizar esse efeito. As próteses colocadas atrás dos músculos sedem menos do que as colocadas embaixo da glândula, pois são mais sustentadas pelo corpo.

Embora não seja uma obrigatoriedade, após o período de amamentação, é possível trocar a prótese ou retirar parte da pele flácida. Em alguns casos, colocar um implante maior já é suficiente. Já em outras situações, é necessário retirar parte da pele. O ideal é sempre conversar de forma franca com seu cirurgião plástico para indicar todas as necessidades e desejos relacionados a uma nova cirurgia.

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Porém, por cima do silicone existem outros tecidos da mama. Entre eles, a própria glândula mamária, o estroma (tecido de volume e sustentação) e a pele. Dentre esses tecidos, a pele tende a se tornar flácida com o tempo. Afinal, o colágeno se degrada e, com a idade, o organismo perde a capacidade de repor esse colágeno rapidamente.

Como se isso não bastasse, durante a gravidez e a amamentação os seios aumentam de tamanho. Então, a pele precisa se esticar para acomodar todo esse volume, o que é ainda pior quando a gestante ganha peso.

Depois da amamentação, os seios voltam ao tamanho normal. Porém, a pele esticada não retorna à sua extensão original. Ela continua estendida. É essa sobra de pele que causa a flacidez das mamas. Portanto, mesmo que a queda dos seios ocorra, isso não se relaciona com a prótese de silicone.

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Verdades sobre prótese de silicone e amamentação

  • A mulher com silicone consegue amamentar normalmente;
  • O seio e a glândula mamária da mulher com silicone funcionam normalmente. Portanto, ela produz leite e consegue amamentar, com ou sem a prótese;
  • Falta de leite não está relacionada à prótese de silicone e amamentação;
  • Existem mulheres que não produzem leite, independentemente de terem silicone ou não. Essa é uma condição chamada de hipogalactia;
  • Para colocar a prótese de silicone, o médico não precisa mexer na glândula mamária e nem nos ductos. Afinal, ele faz a incisão e insere o silicone por trás do tecido glandular.

É possível colocar silicone durante o período de amamentação?

Realmente não se pode colocar silicone enquanto está amamentando. Em primeiro lugar, é inviável conciliar a recuperação da cirurgia com a amamentação. Quem já amamentou sabe que o bebê suga com força. Seria doloroso e os tecidos da mama precisam de um tempo para a cicatrização.

Além disso, durante a amamentação a mama está com tamanho e forma diferentes do comum. Colocar silicone nesse momento levaria a um equívoco relacionado ao tamanho e até mesmo ao tipo de cirurgia.

Depois que a mulher para de amamentar, é preciso esperar entre 3 a 6 meses para que a mama volte ao tamanho normal e tenha os hormônios estabilizados. “Só então o se pode saber qual é o tamanho ideal para a prótese de silicone ou se a mulher precisa, além do silicone, realizar uma mastopexia para corrigir flacidez retirando o excesso de pele”, finaliza o especialista.

Fonte: IG Mulher

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MenstruAÇÃO: Animação busca desmestificar tabus sobre a menstruação

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Projeto é realizado em parceria com o Programa USP Diversidade e do Instituto Cultural Barong
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Projeto é realizado em parceria com o Programa USP Diversidade e do Instituto Cultural Barong


Estreia nesta terça-feira (28) – em referência ao ciclo menstrual -, a série  animada MenstruAção, projeto em parceria do Programa Diversidade da Universdiade de São Paulo (USP) com o Instituto Cultural Barong. O projeto vai mostrar a rotina de uma personagem que mestrua pela primeira vez.

O intuito da animação será o de debater e desmistificar os tabus sobre o assunto, além da escassez de dados e desinformação sobre a menstruação entre estudantes dos ensinos fundamental e médio.


“A saúde, os direitos menstruais e a resposta à pobreza menstrual, que afetam negativamente parte importante das pessoas que menstruam no país, são temas que impactam o desenvolvimento da sociedade e têm assumido magnitude nacional e internacional”, afirma Ana Paula Morais Fernandes, coordenadora do Programa USP Diversidade e do projeto.

“A pobreza menstrual é um fenômeno complexo, multidimensional e transdisciplinar”, argumenta Ana Paula, que também é docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP).

No Brasil, crianças e adolescentes que menstruam têm violados seus direitos à educação de qualidade, moradia digna e saúde, incluindo a sexual e reprodutiva.

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Conforme o relatório Pobreza Menstrual no Brasil – Desigualdades e Violações de Direitos , publicado pelo UNICEF e UNFPA, mais de 60% das adolescentes e jovens que menstruam já deixaram de ir à escola por causa da menstruação.

“A menstruação é uma condição perfeitamente natural que deve ser mais seriamente encarada pelo poder público e as políticas de saúde. Quando não permitimos que uma menina possa passar por esse período de forma adequada, estamos violando sua dignidade”, afirma a representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer.

A psicóloga, historiadora e sexóloga Regiane Garcia, diretora institucional do Barong, concorda com Florence.

“Falar de menstruação, de saúde íntima, abordar essas questões com alunos do ensino médio, com adolescentes, com jovens, é empoderar cada vez mais essa mulher para conhecer sua sexualidade e conseguir ter uma atitude mais pró-ativa com relação à sua saúde sexual, à prevenção, ao cuidar-se e até para negociar com o parceiro, com a parceira, em algum momento, métodos para se prevenir, métodos contraceptivos e atitudes frente a vida”, afirma.

“A gente está no século 21 e a sexualidade feminina precisa ser discutida, conversada, estudada, pesquisada, porque as mulheres precisam viver melhor suas vidas, sua sexualidade”, complementa a diretora.

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Homens trans também precisam ser incluídos no debate


Para o coordenador nacional do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT), Dan Kaio Lemos, a menstruação traz, muitas vezes “uma carga de estigma muito pesada”.

“A primeira dificuldade de um homem trans está em entender essa questão que é colocada culturalmente como ‘quem menstrua são mulheres’. Isso gera uma disforia muito grande, podendo gerar até mesmo o auto-ódio, repúdio ao próprio corpo, fazendo com que esse corpo sofra não só de dores psicológicas, mas na própria estrutura física, ou seja, esse processo de rejeição a esse corpo impede muitas vezes de acessar a saúde, impede muitas vezes de cuidar desse corpo”, afirma Lemos.

O projeto conta com a participação de dois professores, dois pós-graduandos e cinco alunos de graduação. Estão sendo produzidos vídeos animados utilizando ilustrações e comunicação para criar conexão, humanizar e traduzir para informações simples que possam ser utilizadas no dia a dia, em uma série de episódios que abordam conteúdos sobre o contexto multidimensional da menstruação.

Serviço – Projeto MenstruAÇÃO

Pré-lançamento: dia 28 de junho, às 11h nas mídias sociais do  Instituto Cultural Barong e de parceiros do projeto

Lançamento do primeiro episódio: dia 28 de junho, às 18h nas mídias sociais do Barong e de parceiros do projeto.

Fonte: IG Mulher

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