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Frentista é assediada e revida: “Quero que mulheres se defendam”

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A frentista diz que a intenção não era viralizar, e sim incentivar mulheres a se defenderem e formalizarem denúncias
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A frentista diz que a intenção não era viralizar, e sim incentivar mulheres a se defenderem e formalizarem denúncias

Uma frentista de um posto de combustível foi assediada por um homem durante um intervalo no seu trabalho, em Porto Alegre. Um vídeo mostra Marian Fontoura sentada, quando o suspeito chega por trás e passa a mão na jovem de 22 anos, enquanto ela estava de costas, que levanta e começa a dar tapas no homem, até o assediador fugir assustado.

Ela conta que o homem frequenta diariamente o posto há quase três anos, período no qual ela trabalha no estabelecimento. Segunda Marian, ele compra alguns doces e distribui a algumas pessoas que trabalham ou estão no local, mas sempre oferecia a ela primeiro. Em outras ocasiões, ele já havia perguntado a outros funcionários do posto quando que a jovem folgaria.

— Não quis viralizar, apenas quero que as mulheres se defendam e denunciem esse tipo de crime. Ele sempre frequentou o local. Comprava coisas, ia atrás de mim, pedia meu Facebook. Mas eu não dava bola. Até que ele veio me oferecer algo e eu não aceitei. Depois, ele voltou, chegou por trás de mim e passou a mão — lembra.

O caso ocorreu no último domingo, mas ela só foi convencida a fazer a denúncia na terça-feira, após receber uma série de comentários nas publicações em que relatava o caso. Entre várias mensagens de apoio, ela conta que também recebeu comentários que condenavam a agressão por conta da suspeita de se tratar de alguém com problemas psiquiátricos.

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— Estão alegando que ele tem problema psicológico. Eu acho que não justifica. Se ele tem problema psicológico, eu acho que ele tem que procurar tratamento, estar internado. Tem que ter um tutor que seja responsável por ele. Eu não acho certa a atitude que eu tive, de agredir. Mas é uma maneira de me defender — desabafa.

Ela também conta que, após a publicação, algumas mulheres entraram em contato revelando já terem sido vítimas de abuso em situações similares, e que a publicação serviu como incentivo para que denúncias de assédio sejam feitas cada vez mais.

— Eu acho que a repercussão é importante para que mais garotas sejam incentivadas a denunciar casos de assédio. A região aqui é cercada de escolas, creches, então tem o risco de acontecer contra outras pessoas também. Eu só quis alertar as mulheres do meu bairro, para que elas tenham atitude. Todas as mulheres, do mundo inteiro, tenham atitude, denunciem, não fiquem caladas — defendeu.

Em suas redes sociais, Marian fez uma publicação explicando o ocorrido, reiterando que conhece o rapaz, que costumava frequentar o posto, e que agiu por impulsão. Ela ressalta que não domina qualquer tipo de arte marcial, tendo agido por instinto.

“Oi. Eu vim aqui esclarecer uma situação chata que tá acontecendo. Estou recebendo algumas críticas, sobre o rapaz lá. Em nenhum momento eu disse que não conhecia ele. Sim, eu conheço ele. Ele frequenta todos os dias o posto em que eu trabalho. Quase três anos que eu trabalho lá, ele vai lá, compra bala pra mim, depois para os meus colegas. E estão alegando que ele tem problema psicológico. Eu acho que não justifica. Se ele tem problema psicológico, eu acho que ele tem que estar internado. Tem que estar em tratamento, internado. Tem que ter um tutor que seja responsável por ele. Não é porque ele tem problema psicológico que ele tem que ficar andando por aí. E assim como foi comigo, poderia ter sido com uma criança. E aqui no meu bairro tem muitas creches e colégios. Então, assim, como foi comigo, poderia ter sido com uma criança. E não é porque ele tem problema psicológico que ele tem que botar a mão em qualquer pessoa”. Ela continua:

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“E em relação às mensagens que eu estou recebendo, as pessoas orgulhosas de mim, me parabenizando pela atitude que eu tive. Muito obrigado. É que eu não consegui responder, muitas mensagens, então eu não consegui responder. E eu não acho certa a atitude que eu tive, de agredir. Eu só quis alertar as mulheres do meu bairro, para que elas tenham atitude. Todas as mulheres, do mundo inteiro, tenham atitude, denunciem, não fique caladas. E essa foi a minha intuição. Em nenhum momento eu quis viralizar em cima do rapaz e nem nada. Foi apenas para alertar. E corrigindo, eu não agredi. Eu apenas me defendi. Eu não tenho hábito de ficar agredindo todo mundo. Eu apenas me defendi de um assédio.”

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Fonte: IG Mulher

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MenstruAÇÃO: Animação busca desmestificar tabus sobre a menstruação

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Projeto é realizado em parceria com o Programa USP Diversidade e do Instituto Cultural Barong
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Projeto é realizado em parceria com o Programa USP Diversidade e do Instituto Cultural Barong


Estreia nesta terça-feira (28) – em referência ao ciclo menstrual -, a série  animada MenstruAção, projeto em parceria do Programa Diversidade da Universdiade de São Paulo (USP) com o Instituto Cultural Barong. O projeto vai mostrar a rotina de uma personagem que mestrua pela primeira vez.

O intuito da animação será o de debater e desmistificar os tabus sobre o assunto, além da escassez de dados e desinformação sobre a menstruação entre estudantes dos ensinos fundamental e médio.


“A saúde, os direitos menstruais e a resposta à pobreza menstrual, que afetam negativamente parte importante das pessoas que menstruam no país, são temas que impactam o desenvolvimento da sociedade e têm assumido magnitude nacional e internacional”, afirma Ana Paula Morais Fernandes, coordenadora do Programa USP Diversidade e do projeto.

“A pobreza menstrual é um fenômeno complexo, multidimensional e transdisciplinar”, argumenta Ana Paula, que também é docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP).

No Brasil, crianças e adolescentes que menstruam têm violados seus direitos à educação de qualidade, moradia digna e saúde, incluindo a sexual e reprodutiva.

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Conforme o relatório Pobreza Menstrual no Brasil – Desigualdades e Violações de Direitos , publicado pelo UNICEF e UNFPA, mais de 60% das adolescentes e jovens que menstruam já deixaram de ir à escola por causa da menstruação.

“A menstruação é uma condição perfeitamente natural que deve ser mais seriamente encarada pelo poder público e as políticas de saúde. Quando não permitimos que uma menina possa passar por esse período de forma adequada, estamos violando sua dignidade”, afirma a representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer.

A psicóloga, historiadora e sexóloga Regiane Garcia, diretora institucional do Barong, concorda com Florence.

“Falar de menstruação, de saúde íntima, abordar essas questões com alunos do ensino médio, com adolescentes, com jovens, é empoderar cada vez mais essa mulher para conhecer sua sexualidade e conseguir ter uma atitude mais pró-ativa com relação à sua saúde sexual, à prevenção, ao cuidar-se e até para negociar com o parceiro, com a parceira, em algum momento, métodos para se prevenir, métodos contraceptivos e atitudes frente a vida”, afirma.

“A gente está no século 21 e a sexualidade feminina precisa ser discutida, conversada, estudada, pesquisada, porque as mulheres precisam viver melhor suas vidas, sua sexualidade”, complementa a diretora.

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Homens trans também precisam ser incluídos no debate


Para o coordenador nacional do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT), Dan Kaio Lemos, a menstruação traz, muitas vezes “uma carga de estigma muito pesada”.

“A primeira dificuldade de um homem trans está em entender essa questão que é colocada culturalmente como ‘quem menstrua são mulheres’. Isso gera uma disforia muito grande, podendo gerar até mesmo o auto-ódio, repúdio ao próprio corpo, fazendo com que esse corpo sofra não só de dores psicológicas, mas na própria estrutura física, ou seja, esse processo de rejeição a esse corpo impede muitas vezes de acessar a saúde, impede muitas vezes de cuidar desse corpo”, afirma Lemos.

O projeto conta com a participação de dois professores, dois pós-graduandos e cinco alunos de graduação. Estão sendo produzidos vídeos animados utilizando ilustrações e comunicação para criar conexão, humanizar e traduzir para informações simples que possam ser utilizadas no dia a dia, em uma série de episódios que abordam conteúdos sobre o contexto multidimensional da menstruação.

Serviço – Projeto MenstruAÇÃO

Pré-lançamento: dia 28 de junho, às 11h nas mídias sociais do  Instituto Cultural Barong e de parceiros do projeto

Lançamento do primeiro episódio: dia 28 de junho, às 18h nas mídias sociais do Barong e de parceiros do projeto.

Fonte: IG Mulher

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