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Foco de gripe aviária na França terá animais abatidos e desinfecção

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A França anunciou hoje (27) que detectou uma forma “altamente patogênica” de gripe aviária em uma granja no norte do país. Autoridades francesas informaram que ainda não se sabe exatamente qual é a cepa que infectou os animais, mas que todos serão abatidos de antemão para evitar que a doença se espalhe.

Diversos focos de gripe aviária foram detectados na França no último mês, tanto em granjas quanto em animais selvagens. A epidemia levou o governo a determinar que os animais de criadouros sejam mantidos em instalações isoladas sem contato exterior.

Um surto da doença no último inverno foi responsável pelo sacrifício de cerca de três milhões de patos no Sudeste do país.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) emitiu alerta no dia 15 sobre a rápida transmissão de uma cepa não identificada de gripe aviária, tanto na Ásia quanto na Europa. Segundo a organização, a China registrou 21 casos de infecção humana pelo vírus H5N6 – um dos responsáveis pela gripe aviária. 

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Segundo informa a agência internacional de notícias Reuters, donos de aviários temem que as notícias imponham bloqueios de importação das carnes de frango e de pato. Especialistas de saúde franceses alertam, ainda, para a possibilidade de transmissão da doença para humanos.

A gripe aviária geralmente é transmitida durante o fluxo migratório de aves selvagens.

*Com informações da Reuters

Edição: Maria Claudia

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Bachelet pede libertação imediata de presidente de Burkina Faso

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A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu hoje (25) a “libertação imediata” do presidente do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, deposto por golpe militar no fim de semana.

“Pedimos aos militares que libertem imediatamente o presidente e outros funcionários que tenham sido detidos”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do gabinete de Bachelet, em entrevista em Genebra.

Michelle Bachelet lamenta a tomada do poder pelos militares e “apela ao rápido regresso à ordem constitucional”.

A alta-comissária visitou Burkina Faso em novembro de 2021, quando saudou a realização pacífica de eleições legislativas e presidenciais no ano anterior.

“Tendo em conta imensas ameaças à segurança e os desafios humanitários que o país enfrenta, é mais importante que nunca assegurar que a lei, a ordem constitucional e as obrigações do país, ao abrigo do direito humanitário, sejam plenamente respeitadas”, destacou Shamdasani, acrescentando que o Alto-Comissariado continuará a acompanhar a situação no país.

O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou o golpe em Burkina Faso, informando ter estado em contato com “líderes da região” sobre a tomada do poder pelos militares.

“Tive as primeiras discussões com líderes da região, e terei mais nos próximos dias”, disse Macron durante viagem à região do Limousin.

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“Muito claramente, como sempre, estamos ao lado da organização regional Cedeao [Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental] na condenação deste golpe militar”, afirmou o chefe de Estado francês.

Em entrevista na pequena cidade de Saint-Léonard-de-Noblat (Haute-Vienne), Macron lembrou que Kaboré foi eleito democraticamente pelo povo em duas ocasiões. “Foi-me dito que sua integridade física não está ameaçada”, disse.

Segundo o presidente francês, o golpe de Estado “faz parte de uma sucessão de golpes militares extremamente preocupantes, no momento em que a região [do Sahel] deve ter como prioridade a luta contra o terrorismo islâmico”.

Organizações internacionais, especialmente a União Europeia, União Africana e Cedeao, bem como os Estados Unidos (EUA) já manifestaram preocupação com os acontecimentos em Burkina Faso e responsabilizaram as Forças Armadas pela integridade física do presidente Kaboré.

Hoje, cerca de 18 militares anunciaram, na televisão nacional, que chegou “ao fim o poder” de Kaboré, presidente desde 2015 e reeleito para segundo mandato de cinco anos em 2020.

A TV estatal publicou carta manuscrita, assinada por ele, na qual o chefe de Estado disse “apresentar sua demissão”, “no melhor interesse da nação, na sequência dos acontecimentos que aí tiveram lugar” desde domingo.

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O golpe de Estado culminou com três dias de manifestações e de motins contra Kaboré em vários quartéis do país.

O poder está agora nas mãos do Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração (MPSR) e de seu homem forte, o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, comandante da 3.ª Região Militar, que cobre a área oriental, uma das mais afetadas pelos ataques terroristas.

O presidente Kaboré, reeleito em 2020 com promessa de lutar contra terroristas, é cada vez mais contestado pela população, que sofre violência de vários grupos extremistas islâmicos, e pela incapacidade das Forças Armadas de responder ao problema de insegurança.

Os ataques ligados à Al-Qaeda e ao grupo extremista Estado Islâmico têm aumentado sucessivamente desde a chegada ao poder de Kaboré , tirando milhares de vidas e forçando o deslocamento de um número estimado pelas Nações Unidas em 1,5 milhão de pessoas.

Os militares também sofrem baixas desde que a violência extremista começou em 2016. Em dezembro último, mais de 50 integrantes das forças de segurança foram mortos na região do Sahel e nove soldados na região centro-norte, em novembro.

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