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Bolsonaro deve pagar pela irresponsabilidade com a vida das pessoas, diz Renan

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Renan Calheiros, relator da CPI da Covid
Jefferson Rudy/ Agência Senado

Renan Calheiros, relator da CPI da Covid

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB- AL), defendeu nesta terça-feira que o presidente Bolsonaro seja responsabilizado pela condução no enfrentamento da pandemia de Covid-19 . O relatório tem divergências e os integrantes do grupo “G7” buscam ajustes no texto marcado para ser lido nesta quarta-feira. Uma nova reunião será realizada hoje entre os parlamentares do grupo majoritário.

“O presidente da República não vai pagar ao menos para sociedade um pouco do preço desta conta já que o Brasil pagou essa irresponsabilidade toda com a vida das pessoas? Ele precisa pagar sim”, disse Renan, em entrevista à GloboNews.

Uma minuta do relatório foi compartilhada ontem com integrantes da CPI da Covid. Na entrevista, Renan disse que há comprovação do presidente na participação de 11 crimes e que “pode até quer mais”. Segundo ele, a decisão será da maioria.

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“Cada um pensa de uma forma. O importante é que haja um esforço de todos nós, para que a gente configure uma circunstância em torno da maioria. Para que isso aconteça esse debate tem que ser feito à luz do dia, em português claro. Eu tenho que saber porque que a pessoa diverge”, disse Renan, ressaltando que será a maioria que vai decidir.

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Renan também negou que tenha “pretensões políticas”:

“Não tem nada de ego, vaidade, de utilização politica, nem candidato eu serei”, afirmou.

O vice- presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) , informou ao chegar ao Senado que foi marcada uma reunião para esta terça-feira à noite para discutir o relatório. Segundo ele, o encontro será na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), “um decano apaziguador”.

“Nós não somos um grupo de amigos, nós fomos escolhidos pelo povo para cumprir nossa missão (…) Acho que ainda vamos ter ajustes no relatório”, disse Randolfe.

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Plenário do Senado aprova indicação de André Mendonça ao STF

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O plenário do Senado Federal aprovou, por 47 votos a 32, a indicação do ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União André Mendonça para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) deixada pela aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.

A indicação ficou parada na CCJ por mais de quatro meses, o maior tempo registrado até hoje. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), foi a primeira mulher a relatar uma indicação de ministro aos Supremo.  Antes da votação no plenário, Eliziane disse que nenhuma outra indicação foi carregada de tanta polêmica quanto de André Mendonça. Segundo ela, viu-se o debate religioso assumindo o lugar do debate sobre a reputação ibilida e o notório saber jurídico do candidato. “Ninguém pode ser vetado por sua orientação religiosa”, disse.

Mais cedo, Mendonça foi sabatinado pelos integrantes da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Casa. Lá, a aprovação se deu por com 18 votos a favor e outros 9 contra. Antes de votar, muitos senadores declararam publicamente seu apoio a Mendonça.

A sabatina durou mais de sete  horas. Nela, Mendonça se comprometeu a defender a democracia e “respeitar as instituições democráticas, em especial a independência e harmonia entre os poderes da República”. Afirmou entender que o Judiciário “deve atuar como agente pacificador dos conflitos sociais e garantidor da legítima atuação dos demais poderes, sem ativismos ou interferências indevidas”.

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“A automoderação do Poder Judiciário é corolário lógico do próprio princípio estado democrático de direito. Desse modo, afirmo meu compromisso em respeitar as decisões e as ações, tanto do Poder Legislativo, quanto do Poder Executivo, sempre que adotadas no exercício regular das suas atribuições e conforme a Constituição”, afirmou

Sobre a comunidade LGBTQIA+, Mendonça defendeu ser inaceitável qualquer tipo de discriminação. “Em relação à situação da violência LGBT, não se admite qualquer tipo de discriminação. É inconcebível qualquer ato de violência física, moral e verbal em relação a essa comunidade. Logicamente, também com a ressalva trazida no Supremo Tribunal Federal, em relação à liberdade religiosa, mas, ainda assim, fazendo-se com o devido respeito a todas as pessoas”, disse.

O sabatinado se comprometeu com a laicidade do Estado e com a separação das suas manifestações religiosas das possíveis funções de ministro. “Vou preservar minha manifestação individual e silenciosa. Compreendendo a separação que deve haver entre a manifestação religiosa e a função pública”, prometeu.

Após a aprovação André Mendonça fez um pronunciamento ainda no Senado. “Eu sei que virão decisões que serei criticado, mas tentarei fazer o meu melhor”. Emocionado, disse que acredita que com persistência, resiliência, dignidade e respeitando as pessoas é possível mudar a realidade das pessoas. “A minha gratidão ao meu país. Se eu me preparei estudei devo ao meu país aos impostos pagos pelos brasileiros”, falou.

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Perfil

Nascido em Santos (SP), André Mendonça é advogado da União desde 2000, foi assessor especial do ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, de 2016 a 2018, e ministro da Justiça e Segurança Pública, de 2020 a 2021. Está em sua segunda passagem pelo cargo de advogado-geral da União na gestão de Bolsonaro. Ele também é bacharel em teologia e pastor da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília.

* Matéria alterada às 20h02 para inserir declaração de André Mendonça após aprovação do Senado.

Edição: Claudia Felczak

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