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Bolsonaro mente ao dizer que “vacina não tem comprovação científica” e ataca CPI

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Bolsonaro em entrevista à radio Novas de Paz
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Bolsonaro em entrevista à radio Novas de Paz

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (14), em entrevista à rádio Novas de Paz, que as vacinas contra a Covid-19 “ainda não têm comprovação científica”. A alegação é falsa, visto que as vacinas aplicadas no Brasil contam com a aprovação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tiveram a aplicação autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após avaliações de eficácia, qualidade e segurança.

O chefe do Executivo ainda criticou a indústria farmacêutica e voltou a defender tratamentos comprovadamente ineficazes ao citar o  AZD7442, medicamento da AstraZeneca que ainda está em fase de testes.

“A Astrazeneca está lançando um tratamento para quem já está contaminado. São comprimidos para combater os mesmos males que a ivermectina combate, Eu não sou profeta, mas pode escrever que essa caixa de remédio vai chegar aqui no Brasil [custando] acima de R$ 300,00, quem sabe R$  500,00. A indústria farmacêutica é um negócio, e é parte do mal que está agindo nesse momento.

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Bolsonaro também voltou a justificar sua opção por não se vacinar contra a Covid-19 e questionou um suposto ‘lobby’ por vacinas no Brasil.

“Por que eu vou tomar vacina para conseguir quantidade de anticorpos menor que aquela que consegui contaminado? Por que essa obsessão? Será que o lobby da vacina se faz presente aqui no Brasil?”.

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CPI da Covid

Bolsonaro mostrou não estar intimidado com a iminente entrega do relatório final da CPI da Covid e voltou a criticar a cúpula. Segundo ele, a comissão “não somou nada” aos brasileiros, tendo prestado apenas “desserviço”.

“A CPI presta um desserviço. O que somou aos brasileiros? Nada. A gente estava vivendo uma guerra ano passado, e o que esses senadores estavam fazendo? Em casa, descansando. E o pau cantando aqui.”

“O Pazuello trabalhou de domingo a domingo aqui. Crise de oxigênio em Manaus, no dia seguinte chegou os primeiros cilindros lá. Os mais variados problemas, trabalhando 24 horas por dia e agora a CPI quer incriminar a gente? Estão de brincadeira”, complementou.

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Bolsonaro: falas contra vacina, máscara e lockdown provam acusação de fake news

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Jair Bolsonaro (sem partido)
Crédito: fotos públicas

Jair Bolsonaro (sem partido)

Minuta do relatório da CPI da Covid  do senador Renan Calheiros (MDB-AL), obtida pelo GLOBO, reúne uma série de publicações do presidente Jair Bolsonaro difundindo informações falsas na pandemia. Bolsonaro é descrito como chefe da cadeia de comando de distribuição de “fake news”. Segundo o documento, ” Jair Bolsonaro é líder e porta-voz da comunicação enganosa e junto os filhos fizeram inúmeras postagens incentivando o descumprimento das medidas sanitárias de contenção da pandemia, incidindo diversas vezes na incitação ao crime”. As postagens de Bolsonaro e dos filhos, o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, são enquadradas pelo relatório como incitação ao crime de infração de medidas sanitárias preventivas. “O resultado dessas ações (do presidente da República e do governo) é colocar em risco a vida de milhares de brasileiros e brasileiras. A narrativa negacionista contra a ciência, a vacina e a saúde pública interfere decisivamente na opinião pública e, consequentemente, no respeito às medidas de distanciamento e proteção a circulação do vírus.” O relatório cita então postagens e declarações específicas, não apenas em rede social. Em março de 2020, durante uma coletiva de imprensa, uma semana após a OMS declarar pandemia mundial, Bolsonaro afirmou: “Hoje temos informações, por ser um clima mais tropical, estamos aí praticamente no final, ou já acabou aí, o verão, e o vírus não se propaga com essa velocidade em climas quentes como o nosso”. Assim como seus apoiadores, Bolsonaro também reproduziu a informação falsa de que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria proibido o governo federal de atuar sobre Covid-19 e delegado a responsabilidade a governos e prefeituras, o que nunca ocorreu. Em 30 de agosto de 2020, o presidente disse “Covid-19, eu não tenho nada a ver com covid-19, segundo o STF. Quem trata disso são os governadores e prefeitos”. O STF decidiu que governadores e prefeitos eram responsáveis sobre fechamento do comércio e medidas de restrição de circulação de pessoas, mas não impediu que o governo federal coordenasse a ação de resposta à pandemia nem que desse orientações gerais aos entes da federação. No dia 22 de março de 2021, Bolsonaro afirmou que “pesquisas sérias nos Estados Unidos mostram que a maior parte da população contrai o vírus em casa”; em 21 e 23 de julho, o presidente reproduz informação falsa de novo e diz que “o lockdown não tem comprovação científica” e “eu peço a Deus que não tenhamos mais problemas no Brasil com fecha tudo, lockdown, toque de recolher, porque isso não tá comprovado cientificamente”.

Também são citadas declarações desestimulando o uso de máscaras, colocando em xeque a eficácia científica da vacinação e difundindo o “tratamento precoce”, nome dado a um conjunto de medicamentos comprovadamente ineficazes contra Covid-19, como a hidroxicloroquina. O documento inclui reproduções de tuítes em que Bolsonaro defende o uso e a produção de cloroquina pelo governo brasileiro, mostrando que, logo após, diversos influenciadores reproduziram seus posicionamentos e ajudaram a difundir informações falsas sobre tratamento médico na internet. O mesmo ocorre quando Bolsonaro ataca o “lockdown”, discursa contra vacinas ou questiona o uso de máscaras como medida de prevenção.

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