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Crise no PSDB: nome de Tasso ressurge nas negociações da sigla com MDB

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Senador Tasso Jereissati voltou a ser uma opção para o PSDB
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 22/10/2019

Senador Tasso Jereissati voltou a ser uma opção para o PSDB

Ao mesmo tempo em que o PSDB amplia a pressão para a desistência da candidatura do ex-governador João Doria , volta a ganhar força na sigla o nome do senador cearense Tasso Jereissati . De acordo com dirigentes tucanos, há uma articulação em curso para tentar emplacar uma aliança com o MDB tendo Tasso como vice numa chapa encabeçada pela senadora Simone Tebet (MS) ao Palácio do Planalto.

Se Doria sofre resistência e candidatos a governador e deputados da sigla afirmam que sua rejeição nas pesquisas pode prejudicá-los, a avaliação é que Tasso ajudaria a pacificar a sigla. Ex-presidente do PSDB, Tasso tem boas relações com as principais lideranças do partido — hoje há uma divisão na sigla entre uma ala pró-Doria e um outro grupo que ainda tem esperança de ressuscitar uma candidatura do ex-governador Eduardo Leite .

No entanto, a volta de Leite é descartada, por enquanto, para não acirrar as disputas internas, uma vez que correligionários dão como certo que Doria não hesitaria em recorrer à Justiça para fazer valer sua vitória nas prévias . O paulista se vale do estatuto tucano para garantir que o vencedor das primárias tenha a candidatura homologada na convenção nacional, que deve ocorrer entre julho e agosto. Ainda assim, integrantes da direção nacional creem que Doria seria menos resistente ao nome de Tasso do que um eventual retorno de Leite.

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Na reunião da Executiva desta quinta-feira, no entanto, um integrante da cúpula partidária sugeriu incluir o nome de Tasso na pesquisa do Instituto Guimarães, cujo levantamento foi feito em parceria com MDB e Cidadania neste fim de semana. O objetivo era avaliar a viabilidade eleitoral do senador. A ideia foi rejeitada por interlocutores de Doria e do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.

O lado cético


Apesar disso, o próprio Araújo foi o principal incentivador de uma candidatura presidencial de Tasso nas prévias presidenciais do PSDB, no ano passado. O senador, porém, acabou desistindo e se engajou na campanha de Leite que, por sua vez, terminou derrotado por Doria. Em razão dessa articulação frustrada, há ceticismo hoje sobre a possibilidade do movimento pró-Tasso dar certo.

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Ao responder se aceitaria compor uma chapa com a senadora Simone Tebet (MDB-MS) , Tasso deu a entender que não foi consultado sobre o plano e declarou que “isso não faz parte do seu projeto de vida”. O cearense disse em entrevistas recentes que pretende se aposentar da política, embora continue a participar ativamente da vida partidária da sigla. Tasso também frisou que o assunto não foi tratado na reunião ontem do PSDB, voltada a discutir a “questão Doria” e a manutenção das conversas com o MDB e Cidadania. E saiu de lá afirmando que qualquer “decisão deveria ser feita em diálogo com o próprio Doria”.

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Em jantar, Lula agradece doações e diz não ter rancor por prisão

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Luiz Inácio Lula da Silva sorrindo
Reprodução/Facebook Lula – 15.02.2022

Luiz Inácio Lula da Silva sorrindo

Em jantar com advogados na noite deste domingo em um restaurante de São Paulo, o pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu as doações recebidas pelo partido e afirmou não ter rancor pelo período que ficou preso.

O evento, organizado pelo Grupo Prerrogativas, não era dedicado à arrecadação de recursos. As doações foram feitas no período de um mês em uma campanha do partido voltada a categorias específicas de profissionais. Nem todos que doaram estiveram presentes. A arrecadação total superou os R$ 2 milhões.

Além de Lula, a tesoureira do PT, Gleide Andrade, também discursou e agradeceu pelas contribuições. Ela falou que o partido lançará uma campanha de arrecadação pela internet, que terá o mote “faça um Pix para o PT”.

O ex-presidente disse que o dinheiro recebido ajudará o PT a reorganizar as suas bases. Segundo relatos dos presentes, Lula ainda falou que até teria motivos para estar mais rancoroso em virtude dos 580 dias que ficou preso entre 2018 e 2019, mas que não tem.

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Justificou dizendo que está apaixonado e que, por isso, não teria como guardar esse tipo de sentimento. Destacou saber que algumas pessoas pensam que ele poderia voltar ao poder mais rancoroso, mas garantiu que isso não acontecerá.

Numa fala rápida, Lula ainda afirmou ser necessário restabelecer a normalidade no país. Disse novamente que Geraldo Alckmin, indicado seu companheiro de chapa, será um vice participativo e que a aliança entre eles é motivo pela necessidade de cuidar do Brasil. Alckmin não discursou.

Estavam presentes no jantar advogados como Fábio Toffic, Conrado Gontijo e Alberto Zacharias Toron. Coordenador do Grupo Prerrogativas, que reúne profissionais do direto críticos à Lava-Jato e simpáticos a Lula, Marco Aurélio de Carvalho disse que há intenção de realizar “vários eventos como esse” para arrecadação depois que a candidatura for oficializada, em agosto.

Na terça-feira, Lula terá um novo jantar em São Paulo com advogados e empresários.

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