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PSDB pode rediscutir apoio a Tebet, diz Eduardo Leite

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Simone Tebet (MDB), pré-candidata à presidência, e Eduardo Leite (PSDB)
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Simone Tebet (MDB), pré-candidata à presidência, e Eduardo Leite (PSDB)

Pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, o tucano Eduardo Leite (RS) afirmou ao GLOBO que o impasse entre PSDB e MDB na eleição gaúcha coloca em xeque a aliança nacional pela pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MS). As duas siglas e o Cidadania fecharam uma coligação no início do mês, mas os tucanos cobraram reciprocidade não só no Sul como também em Pernambuco e Mato Grosso do Sul, o que até o momento não ocorreu.

Ao formalizar o acordo e abrir mão de ter um candidato ao Palácio do Planalto pela primeira vez na história do partido, os tucanos sabiam que a contrapartida nos estados seria difícil, mas deixaram claro que a prioridade era o apoio no Rio Grande do Sul. Lá, o MDB, que já governou o estado por quatro vezes, resiste à pressão da sua direção nacional e não quer desistir da candidatura de Gabriel Souza, que é deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa.

Em entrevista ao GLOBO, Leite frisou que a sustentação da candidatura presidencial de Tebet passa pelo fortalecimento dos palanques regionais, principalmente na eleição gaúcha.

“Não se trata apenas de uma contrapartida por um apoio político. Trata-se de uma demonstração clara de um entendimento num projeto nacional. O PSDB está apresentando isso ao abrir mão (de uma candidatura própria). Se o parceiro no projeto não demonstra o mesmo sentimento, a relação precisa ser discutida”, afirma o ex-governador gaúcho.

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Ele sugere que, da mesma forma que o PSDB quebrou uma tradição e desistiu da candidatura própria ao Planalto, o MDB precisa fazer um gesto de desprendimento no Rio Grande do Sul, onde a sigla nunca deixou de lançar candidato.

“Que projeto é esse que estamos construindo em que não se abre espaços para fortalecer o (acordo) nacional?”, questiona o ex-governador.

O gaúcho disse ter esperanças de que haja um “entendimento” com os emedebistas, mas nos bastidores seus aliados veem a aliança com ceticismo. Na tentativa de quebrar resistências, ele deve se encontrar nos próximos dias com o ex-senador Pedro Simon, um dos líderes do MDB local e que é contrário a retirar a candidatura ao governo gaúcho.

“A minha lógica é da construção. Espero que a gente chegue a um termo para firmarmos uma parceria nacionalmente e que tenha a sua correspondência nos principais palanques nos estados”, disse o ex-governador.

Longe da Presidência

Questionado se ainda avalia a possibilidade de uma candidatura nacional pelo PSDB em caso de rompimento da sigla com o MDB, o governador descarta a possibilidade:

“Não considero (essa possibilidade). Todo o meu foco está no Rio Grande do Sul.”

Leite também comentou a polêmica recente em que se envolveu. Ao tratar da quebra de sua promessa de campanha de não concorrer à reeleição, ele voltou a dizer que não mudou os seus princípios e que não concorrerá ao governo investido do cargo, o que poderia lhe dar uma vantagem desproporcional em relação aos demais concorrentes.

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Ele citou ainda o caso que envolve o recebimento de uma pensão de R$ 20 mil para ex-governadores desde maio. O partido Novo entrou na Justiça para questionar o pagamento do benefício. Leite minimizou a polêmica e disse que decidiu abrir mão do recebimento do benefício para evitar “narrativas distorcidas” e ataques durante a corrida eleitoral pelo comando do Palácio Piratini.

“Vivemos um tempo de narrativas que acabam levando o debate para uma mentira ou piada, como se estivesse algo de ilegal, quando houve estritamente o cumprimento da legislação”, explica. “Em São Paulo, entre outros estados, os ex-governadores têm um apoio com segurança, motorista e estrutura. O Rio Grande do Sul não tem nada disso. O que tinha era a previsão de um subsídio vitalício até o governador anterior a mim. Mas a Assembleia Legislativa trocou isso por um benefício de quatro anos. E a própria lei previa que o governador receberia ao tempo proporcional ao mandato, justamente para a hipótese de uma renúncia e receber um valor proporcional ao mandato cumprido.”

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Em jantar, Lula agradece doações e diz não ter rancor por prisão

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Luiz Inácio Lula da Silva sorrindo
Reprodução/Facebook Lula – 15.02.2022

Luiz Inácio Lula da Silva sorrindo

Em jantar com advogados na noite deste domingo em um restaurante de São Paulo, o pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu as doações recebidas pelo partido e afirmou não ter rancor pelo período que ficou preso.

O evento, organizado pelo Grupo Prerrogativas, não era dedicado à arrecadação de recursos. As doações foram feitas no período de um mês em uma campanha do partido voltada a categorias específicas de profissionais. Nem todos que doaram estiveram presentes. A arrecadação total superou os R$ 2 milhões.

Além de Lula, a tesoureira do PT, Gleide Andrade, também discursou e agradeceu pelas contribuições. Ela falou que o partido lançará uma campanha de arrecadação pela internet, que terá o mote “faça um Pix para o PT”.

O ex-presidente disse que o dinheiro recebido ajudará o PT a reorganizar as suas bases. Segundo relatos dos presentes, Lula ainda falou que até teria motivos para estar mais rancoroso em virtude dos 580 dias que ficou preso entre 2018 e 2019, mas que não tem.

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Justificou dizendo que está apaixonado e que, por isso, não teria como guardar esse tipo de sentimento. Destacou saber que algumas pessoas pensam que ele poderia voltar ao poder mais rancoroso, mas garantiu que isso não acontecerá.

Numa fala rápida, Lula ainda afirmou ser necessário restabelecer a normalidade no país. Disse novamente que Geraldo Alckmin, indicado seu companheiro de chapa, será um vice participativo e que a aliança entre eles é motivo pela necessidade de cuidar do Brasil. Alckmin não discursou.

Estavam presentes no jantar advogados como Fábio Toffic, Conrado Gontijo e Alberto Zacharias Toron. Coordenador do Grupo Prerrogativas, que reúne profissionais do direto críticos à Lava-Jato e simpáticos a Lula, Marco Aurélio de Carvalho disse que há intenção de realizar “vários eventos como esse” para arrecadação depois que a candidatura for oficializada, em agosto.

Na terça-feira, Lula terá um novo jantar em São Paulo com advogados e empresários.

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