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TSE faz novos testes em urnas e Barroso reafirma segurança das eleições

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Presidente do TSE, Luís Roberto Barroso
Roque de Sá/Agência Senado

Presidente do TSE, Luís Roberto Barroso

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso anunciou que novos testes foram feitos nas urnas eletrônicas, neste domingo (12), durante eleições suplementares que ocorreram em duas cidades no interior do Rio de Janeiro. Durante coletiva de imprensa, Barroso informou que os testes foram bem-sucedidos e reafirmou a segurança das máquinas. O ministro foi indagado sobre recentes ataques feitos a ele pelo presidente Jair Bolsonaro e respondeu:

“Só respondo questões institucionais. As (questões) pessoais trato com absoluta indiferença que merecem. O resto é política, não me interessa”.

Barroso destacou que, desde 1996, quando a urna eletrônica foi instalada no Brasil, nenhum tipo de fraude foi comprovado.

“Como o TSE tem procurado demonstrar, o sistema é absolutamente seguro e jamais se documentou qualquer tipo de fraude. Porém, é fato que se criou, na minha visão artificialmente, algum grau de desconfiança. E, portanto, aumentamos a interlocução com a sociedade para demonstrar a transparência, segurança e auditabilidade. Instituímos uma comissão de transparência para acompanhar cada passo do processo eleitoral”, disse.

Ainda durante a coletiva, Barroso lembrou que todos os presidentes de partidos podem acompanhar e indicar técnicos capacitados para acompanhar os testes feitos pelo TSE com as urnas eletrônicas antes das eleições. O ministro disse que, não por desinteresse mas por confiarem no sistema, os dirigentes não costumam comparecer à testagem, mas apelou para que, no pleito de 2022, marquem presença no evento.

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Bolsonaro: falas contra vacina, máscara e lockdown provam acusação de fake news

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Jair Bolsonaro (sem partido)
Crédito: fotos públicas

Jair Bolsonaro (sem partido)

Minuta do relatório da CPI da Covid  do senador Renan Calheiros (MDB-AL), obtida pelo GLOBO, reúne uma série de publicações do presidente Jair Bolsonaro difundindo informações falsas na pandemia. Bolsonaro é descrito como chefe da cadeia de comando de distribuição de “fake news”. Segundo o documento, ” Jair Bolsonaro é líder e porta-voz da comunicação enganosa e junto os filhos fizeram inúmeras postagens incentivando o descumprimento das medidas sanitárias de contenção da pandemia, incidindo diversas vezes na incitação ao crime”. As postagens de Bolsonaro e dos filhos, o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, são enquadradas pelo relatório como incitação ao crime de infração de medidas sanitárias preventivas. “O resultado dessas ações (do presidente da República e do governo) é colocar em risco a vida de milhares de brasileiros e brasileiras. A narrativa negacionista contra a ciência, a vacina e a saúde pública interfere decisivamente na opinião pública e, consequentemente, no respeito às medidas de distanciamento e proteção a circulação do vírus.” O relatório cita então postagens e declarações específicas, não apenas em rede social. Em março de 2020, durante uma coletiva de imprensa, uma semana após a OMS declarar pandemia mundial, Bolsonaro afirmou: “Hoje temos informações, por ser um clima mais tropical, estamos aí praticamente no final, ou já acabou aí, o verão, e o vírus não se propaga com essa velocidade em climas quentes como o nosso”. Assim como seus apoiadores, Bolsonaro também reproduziu a informação falsa de que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria proibido o governo federal de atuar sobre Covid-19 e delegado a responsabilidade a governos e prefeituras, o que nunca ocorreu. Em 30 de agosto de 2020, o presidente disse “Covid-19, eu não tenho nada a ver com covid-19, segundo o STF. Quem trata disso são os governadores e prefeitos”. O STF decidiu que governadores e prefeitos eram responsáveis sobre fechamento do comércio e medidas de restrição de circulação de pessoas, mas não impediu que o governo federal coordenasse a ação de resposta à pandemia nem que desse orientações gerais aos entes da federação. No dia 22 de março de 2021, Bolsonaro afirmou que “pesquisas sérias nos Estados Unidos mostram que a maior parte da população contrai o vírus em casa”; em 21 e 23 de julho, o presidente reproduz informação falsa de novo e diz que “o lockdown não tem comprovação científica” e “eu peço a Deus que não tenhamos mais problemas no Brasil com fecha tudo, lockdown, toque de recolher, porque isso não tá comprovado cientificamente”.

Também são citadas declarações desestimulando o uso de máscaras, colocando em xeque a eficácia científica da vacinação e difundindo o “tratamento precoce”, nome dado a um conjunto de medicamentos comprovadamente ineficazes contra Covid-19, como a hidroxicloroquina. O documento inclui reproduções de tuítes em que Bolsonaro defende o uso e a produção de cloroquina pelo governo brasileiro, mostrando que, logo após, diversos influenciadores reproduziram seus posicionamentos e ajudaram a difundir informações falsas sobre tratamento médico na internet. O mesmo ocorre quando Bolsonaro ataca o “lockdown”, discursa contra vacinas ou questiona o uso de máscaras como medida de prevenção.

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