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‘Um salto para os evangélicos’, diz Mendonça após aprovação para o STF

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André Mendonça
Reprodução: Senado Federal

André Mendonça

Aprovado no Senado para a vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF) , André Mendonça disse que a primeira coisa que fez foi agradecer a Deus. Evangélico, ele anunciou que sua aprovação significa um grande passo para a comunidade evangélica.

— É um passo para um homem, um salto para os evangélicos (…) Dei glória a Deus por essa vitória — afirmou, em entrevista à imprensa.

A fala pode ser interpretada como uma referência à frase “Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade”, dita por Neil Armstrong ao pisar na lua, em 20 de julho de 1969.

No primeiro pronunciamento, Mendonça também agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro pela indicação, ao Senado pela conclusão da votação, tanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quanto no plenário, e listou nomes de políticos evangélicos que o apoiaram no Senado. Entre eles estão o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Cezinha da Madureira (PSD-SP), a relatora da sabatina, Eliziane Gama (Cidadania-MA), e o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

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— Foi um processo longo, difícil, mas de muito aprendizado — disse Mendonça, que deixou o cargo de ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) para angariar votos para a sabatina.

Conhecido como “terrivelmente evangélico” ministro aprovado fez um grande aceno ao grupo:

— Nós queremos dizer ao povo brasileiro que o povo evangélico tem ajudado esse país e que quer continuar ajudando esse país, trabalhar por esse país e fazer desse país uma grande nação, fazer da Justiça brasileira uma referência, fazer com essa realidade se concretize cada dia mais e, ao final, dar esperança ao nosso povo.

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Governo federal lamenta morte de Olavo de Carvalho

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Morte polarizada
O Antagonista

Morte polarizada

O perfil oficial do governo federal abriu uma exceção e lamentou nesta terça-feira a morte do escritor e filósofo autointitulado Olavo de Carvalho , guru do bolsonarismo. Em outras perdas recentes de artistas e pensadores brasileiros, no entanto, não houve homenagens nem menções na mesma conta. Em alguns casos, a Secretaria Especial de Cultura se manifestou nas redes sociais — incluindo o de Olavo.

“O Governo do Brasil lamenta a perda do filósofo e professor Olavo de Carvalho e manifesta seu pesar e suas condolências a familiares, amigos e alunos. De contribuição inestimável ao pensamento filosófico e ao conhecimento universal, Olavo deixa monumental legado”, publicou o governo.

A publicação diz ainda que Olavo era “reconhecido por grandes escritores nacionais”, entre eles Ariano Suassuna, Jorge Amado, Paulo Francis e Miguel Reale. Uma nota de pesar assinada pelo governo federal, pela Secretaria Especial da Cultura e pela Secretaria Especial de Comunicação Social destaca que ele era “admirado por proeminentes intelectuais”.

O guru bolsonarista morreu aos 74 anos nesta segunda-feira, comunicou a família nas redes sociais. Olavo estava hospitalizado na região de Richmond, no estado americano da Virgínia. Ele foi diagnosticado com Covid-19 em 16 de janeiro. Oficialmente, porém, a causa da morte ainda não foi divulgada.

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Quando a cantora Elza Soares morreu na última quinta-feira aos 91 anos, o perfil do governo ignorou. A conta da Secretaria Especial da Cultura, no entanto, se solidarizou. A notícia repercutiu nos principais jornais do mundo, que se referiram à artista como uma “cantora mítica” e “ícone da música brasileira”. O presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus filhos, que também lamentaram a morte de Olavo , não se manifestaram na ocasião.

Considerada uma das maiores cantoras da história da música brasileira, Elza morreu em sua residência no Rio de Janeiro no mesmo dia em que o jogador Garrincha, com quem foi casada, faleceu há 39 anos. Personalidades, clubes de futebol e entidades homenagearam a artista.

A morte do intelectual José Arthur Gianotti, tido como um dos maiores nomes da filosofia brasileira, também passou despercebida pelo perfil do governo federal. Ele era professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e um dos principais estudiosos da obra do sociólogo Karl Marx. Professor na mesma universidade, o filósofo Roberto Romano não foi lembrado pelo governo quando faleceu no ano passado. O mesmo aconteceu com o escritor, jornalista e dramaturgo Artur Xexéo, vítima de complicações em decorrência de um câncer.

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Mesmo quando as vítimas foram artistas populares e reverenciados nacionalmente, o perfil foi silente. A morte da cantora Marília Mendonça foi lamentada apenas pelo perfil da Secretaria Especial da Cultura. A do ator Paulo Gustavo passou em branco em ambas as contas.

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