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Valdemar promete romper com Doria e ACM Neto para filiar Bolsonaro no PL

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Valdemar promete romper com Doria e ACM Neto para filiar Bolsonaro no PL
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Valdemar promete romper com Doria e ACM Neto para filiar Bolsonaro no PL

Na reunião que selou o compromisso para a entrada de  Jair Bolsonaro (sem partido) no PL, o presidente do partido,  Valdemar Costa Neto, descumpriu o primeiro mandamento do Centrão — nunca quebrar um acordo — e deu a palavra a Bolsonaro de que deixaria na mão dois aliados:  João Doria em São Paulo e ACM Neto na Bahia.

O encontro ocorreu na tarde da última terça-feira (24) no Palácio do Planalto. Em seguida, o PL anunciou que a cerimônia de filiação ocorrerá no dia 30. Bolsonaro pediu que o evento fosse discreto, sem exuberância.

Para Doria, Valdemar havia prometido apoiar a campanha de Rodrigo Garcia (PSDB), seu vice-governador que deve concorrer ao governo do estado. Na Assembleia Legislativa, o PL é aliado dos tucanos. Em troca de sua filiação, Bolsonaro pediu que seu novo partido não fizesse qualquer gesto de apoio ao candidato do PSDB em 2022.

Ainda não está definido se o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, será o candidato de Bolsonaro. Mas Valdemar disse explicitamente que estará com o projeto de Bolsonaro em São Paulo.

Na Bahia, o PL estava já fechado com ACM Neto, candidato ao governo. O ex-prefeito e vice-presidente do União Brasil se encontrou com Valdemar há alguns meses e selou o acordo. O principal concorrente de Neto é Jaques Wagner (PT). Na conversa com Bolsonaro, porém, o cacique do Centrão prometeu apoiar João Roma, ministro da Cidadania, ao governo.

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Um aliado de ACM Neto define a situação: Valdemar se apalavrou com duas pessoas em sentidos distintos, o que agora virou “uma questão do tamanho de quem fez pedido”. A insistência de Bolsonaro na candidatura de João Roma é vista como uma forma de pressionar Neto a apoiar o presidente, o que aliados próximos garantem que não vai acontecer.

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Além de dizer que Bolsonaro é “radioativo”, Neto já havia articulado para que o União Brasil declarasse apoio à reeleição de Cláudio Castro no Rio de Janeiro como um gesto em relação a Valdemar. Ele ameaça romper essa aliança e proibir os candidatos do União Brasil de apoiarem Bolsonaro caso ele atrapalhe o seu projeto ao governo.

O Republicanos, partido em que está hoje João Roma, ainda não está certo de que irá lançar sua candidatura. Pesquisas internas apontam que o ministro tem 1% das intenções de votos e sobe a 5% com Bolsonaro. A sigla cogita uma eventual aliança com Neto, o que inviabilizaria lançar Roma até para outro cargo, como senador.

Quando João Roma entrou no governo Bolsonaro, rompeu com ACM Neto, de quem foi chefe de gabinete. Neto já antevia que ter um aliado bolsonarista o desgastaria na eleição. Agora, Roma tem conversado com Valdemar Costa Neto e não descarta eventualmente se filiar ao PL.

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Onyx e Marinho no PL

Há outros ministros do governo Bolsonaro que estudam entrar no PL. Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, deve se filiar ao partido para concorrer ao Senado no Rio Grande do Norte. Onyx Lorenzoni quer entrar no PL para concorrer ao governo do Rio Grande do Sul.


Nas últimas semanas, a possibilidade de o PL fazer alianças locais com partidos de esquerda atrasou a negociação para filiar Bolsonaro. Segundo integrantes do partido, há conflitos no Piauí, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Pará e Roraima. Valdemar trabalha para conciliar os interesses, porém, e evitar defecções no partido.

Interlocutores de Bolsonaro dizem que o presidente está consciente de que não terá um apoio irrestrito e terá que engolir as “traições” nos estados. Sua intenção é evitar apoios explícitos, como ocorreria com Rodrigo Garcia em SP, mas ele deve fazer vista grossa para situações isoladas.

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‘Um salto para os evangélicos’, diz Mendonça após aprovação para o STF

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André Mendonça
Reprodução: Senado Federal

André Mendonça

Aprovado no Senado para a vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF) , André Mendonça disse que a primeira coisa que fez foi agradecer a Deus. Evangélico, ele anunciou que sua aprovação significa um grande passo para a comunidade evangélica.

— É um passo para um homem, um salto para os evangélicos (…) Dei glória a Deus por essa vitória — afirmou, em entrevista à imprensa.

A fala pode ser interpretada como uma referência à frase “Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade”, dita por Neil Armstrong ao pisar na lua, em 20 de julho de 1969.

No primeiro pronunciamento, Mendonça também agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro pela indicação, ao Senado pela conclusão da votação, tanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quanto no plenário, e listou nomes de políticos evangélicos que o apoiaram no Senado. Entre eles estão o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Cezinha da Madureira (PSD-SP), a relatora da sabatina, Eliziane Gama (Cidadania-MA), e o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

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— Foi um processo longo, difícil, mas de muito aprendizado — disse Mendonça, que deixou o cargo de ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) para angariar votos para a sabatina.

Conhecido como “terrivelmente evangélico” ministro aprovado fez um grande aceno ao grupo:

— Nós queremos dizer ao povo brasileiro que o povo evangélico tem ajudado esse país e que quer continuar ajudando esse país, trabalhar por esse país e fazer desse país uma grande nação, fazer da Justiça brasileira uma referência, fazer com essa realidade se concretize cada dia mais e, ao final, dar esperança ao nosso povo.

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